Banho de Graca

Ontem foi um dia realmente difícil, um dia daqueles. O trabalho estava pegado, trabalhei até as 23:00, e ainda por cima eu moro longe do trabalho. Durante o caminho eu fui pensando no banho quentinho e relaxante que eu tomaria quando chegasse em casa.

O show de Truman e a Religiosidade

Mês passado eu estava passando os canais na televisão e me deparei com esse filme “O Show de Truman”. O show de Truman é um filme de 1998, eu o assisti na época do lançamento e depois nunca mais tinha visto (isso prova que estou ficando velho).

#006 - Jesus e Nicodemos

Daqui para frente Jesus terá uma série de encontros onde seu objetivo principal será expor os corações das pessoas. E ele começa essa série se encontrando com Nicodemos e durante esse encontro Jesus nos ensina sobre o novo nascimento, nascimento esse que vem do Espírito e não da carne.

#005 - Jesus no Templo

Jesus expulsa os mercadores que estavam no templo, fazendo da graça de Deus um comércio. Nem parece que isso foi escrito a dois mil anos atrás. Jesus muda a visão deles de templo e de graça.

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Simples Assim - Nome


Você já pensou no porquê dar nome às coisas? Eu estava pensando esses dias e percebi que damos nomes às coisas para diferenciarmos umas das outras.

Por exemplo, eu tenho um carro que se chama Fiat Uno, ele é diferente do Fiat Palio, por isso eles têm nomes diferentes. E os Fiat Uno, ainda tem nomes diferentes. Por exemplo, o meu carro é o Fiat Uno Fire, o que ressalta a sua agilidade, explosão, apesar de ser um carro 1.0 (se é que podemos chamar o que ele tem de explosão e agilidade). Depois dele saiu outro Uno com o nome de Fiat Uno Economy, demonstrando a economia do carro, já que o Fire por ter “explosão” consume mais.

Parece ser um consenso que damos nomes as coisas para diferenciarmos umas das outras, ou para diferenciarmos pequenas características delas.

Eu estava pensando no porquê de existir tantos nomes para a igreja de Cristo. Eu não sei se você sabe, mas existe uma lista de nomes de igrejas dos mais variados tipos e gostos rolando na internet. Vou citar alguns aqui só para você ver o nível:

  • Igreja Adventista da Sétima Reforma (Quais foram as seis primeiras reformas?)
  • Congregação Anti-blasfêmias (Eu queria saber como eles conseguem isso.)
  • Igreja Chave do Éden (Se eles têm a chave porque não estão lá?)
  • Igreja Evangélica Abominação à Vida Torta (Eu achei que todas abominavam isso.)
  • Cruzada de emoções (São tantas emoções...)
  • Igreja Pentecostal Jesus Nasceu em Belém (Sério, se eles não me dissessem nem saberia.)
  • Comunidade Arqueiros de Cristo (Será que preciso de um arco e flecha para entrar.)
  • Cruzada Evangélica do Pastor Waldevino Coelho, a Sumidade (sem comentários.)

Bom, brincadeiras a parte, infelizmente nos chamamos de tantas formas que nem parecemos ser a mesma coisa, igreja de Cristo.

Se olharmos para as igrejas históricas, apesar de não terem nomes tão ridículos, são nomes que ressaltam características que distinguem umas das outras, quando na verdade, o nome deveria ressaltar aquilo que nos une. Por exemplo:

Presbiteriana – É chamada assim por causa do seu sistema de governo que consiste de presbíteros que comandam a igreja.

Batista – É chamada assim porque ressalta o seu tipo de batismo, por imersão e quando a pessoa tem consciência para fazê-lo.

Congregacional – Também ressalta o sistema de governo que é congregacional, ou seja, a assembleia geral é que decide as coisas.

Metodista – São chamados assim por causa de seu fundador John Wesley que desenvolveu um método para fortalecer os irmãos da igreja Anglicana e que acabou virando a denominação Metodista.

Pentecostais – Assim são denominados porque crêem nos dons do Espírito que desceu sobre os discípulos no dia de pentecoste.

Os nomes dados às denominações sempre ressaltam o que separa e não o que une. O que une é muito mais importante do que as diferenças.

Uma pergunta tem me assombrado há algum tempo: de qual igreja você é? Geralmente eu respondo: da igreja de Cristo. Ai a pessoa diz: tá, mas qual? E ai eu digo: Por que? Tem mais de uma? Simples assim! Mas geralmente as pessoas não se dão por satisfeitas com essa resposta, mas eu continuo a dar a mesma resposta.

A palavra de Deus nos diz que devemos ser um: “Não ficarei no mundo, mas eles ainda estão no mundo, eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu NOME, o NOME que me deste, para que sejam um, assim como somos um. Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no NOME que me deste.” (Jo 17.11-12)

Então existe um nome pelo qual devemos nos chamar, pelo qual somos protegidos, pelo qual devemos ser um, e esse nome é o nome de Cristo. Simples assim!

Esse nome deve ser santificado “Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome...” (Mt 6.9); por causa desse nome seremos odiados “E sereis odiados de todos por causa do meu nome...” (Mt 10.22); é nesse nome que nos reunimos “Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20); nesse nome demônios são expulsos e pessoas falam novas línguas “Em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas...” (Mc 16.17); esse nome é santo “Porque o poderoso me fez grandes coisas; e santo é o seu nome.” (Lc 1.49); nesse nome se proclama o arrependimento e a salvação “e que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão dos pecados...” (Lc 24.47); nesse nome temos o direito de sermos chamados filhos de Deus “Mas, a todos quando o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.” (Jo 1.12); no nome temos os nossos pedidos atendidos “Se me pedirdes algumas coisa em meu nome, eu a farei” (Jo 14.14); o Espírito Santo é enviado por esse nome “Mas o ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas...” (Jo 14.26); nesse nome há vida “estes, porém, estão escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” (Jo 20.31); quem invocar esse nome será salvo “e acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.” (At 2.21); nesse nome há cura “Disse-lhe Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou; em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda.” (At 3.6); eu poderia continuar, mas acho que já deu pra entender o que quero dizer.

Nesse nome somos chamados a andarmos juntos “Rogo-vos irmãos, em nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que sejais concordes no falar, e que não haja dissenção entre vós; antes sejais unidos no mesmo pensamento e no mesmo parecer.” (1Co 1.10)

Então, quando me perguntarem qual é a minha igreja, direi mais uma vez, e com orgulho no nome, que sou da igreja de Cristo em Cabo Frio, junto com todos os que em todo lugar invocam o nome do nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. “á igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.” (1Co 1.2)

E ainda nos perguntamos, por que poucos se convertem? A Bíblia nos dá a resposta: “Para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste” (Jo 17.21-23)

A união está no Nome, a desunião está na denominação. Simples assim!

Que sejamos unidos pelo Nome de Cristo.


Por seu Reino!

Rodrigo Rezende

Simples Assim - Justificacao


Justificação é um termo tão pouco usado hoje em dia e, por incrível que possa parecer, é a base do evangelho de Cristo Jesus. Ás vezes me pergunto: que evangelho é esse que estão pregando por ai que não fala de justificação? Ou que evangélicos são esses que não sabem o que é justificação e, na verdade, nem acham que precisam ser justificados?

Entender a justificação não é difícil, é simples, mas não é algo que se consegue por esforço próprio, é dado por meio de Cristo e alcançado através da fé “por meio dele, todo aquele que crê é justificado de todas as coisas das quais não podiam ser justificados pela Lei de Moisés” (At 13.39)

Justificação significa declarar justo, ou seja, declarar acerca de um homem, em um tribunal, que ele não está sujeito a qualquer penalidade, mas que ele é dotado de todos os privilégios devidos àqueles que sempre observam a lei. A primeira pergunta que surge dessa definição é: do que eu preciso ser justificado? E essa é a pergunta crucial.

Muitos não acham que precisam ser justificados por já se considerarem justos. Para estes, o sacrifício de Cristo não tem efeito, pois não precisam dele, já se consideram justos por seguirem um conjunto de leis, por frequentar a “igreja” regularmente, por fazer parte de algum ministério, por dar o dizimo. Assim eram os fariseus da época de Jesus, e assim são os de hoje, que também podem ser conhecidos como religiosos. Para esses Paulo adverte: “Já que vocês morreram com Cristo para os princípios elementares deste mundo, porque, como se ainda pertencessem a ele, vocês se submetem a regras: Não manuseie! Não prove! Não toque!” (Cl 2.20-21)

A palavra de Deus é clara “Não há nenhum justo, nem um sequer...” (Rm 3.10) e a prática da lei não pode declarar ninguém como justo diante de Deus “Portanto, ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à Lei, pois é mediante a Lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado” (Rm 3.20).

Para que serve a lei então? Como o próprio texto diz ela serve para nos tornar conscientes do pecado. Se ela serve para nos tornar conscientes do pecado, como ela pode me tornar justo? Na verdade, não pode. Mas ela serve para nos guiar até Cristo “Assim a Lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fossemos justificados pela fé” (Gl 3.24)

A lei impõe uma dupla exigência aos pecadores: 1. Requer plena obediência aos seus preceitos, e 2. Requer dos pecadores que suportem plenamente a sua penalidade. Cumprir essa dupla exigência é impossível ao homem, mas aquilo que era impossível ao homem foi completamente satisfeito em Cristo. Simples assim!

Então, a justificação não é alcançada por algo que eu possa fazer, mas pelo que Cristo fez “Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2Co 5.21), e só cabe a nós crer. Simples assim!

Quando Deus olha para os pecadores que creram em Cristo, a sua ira é apaziguada, pois ele não enxergar mais a ofensa e sim a justiça, pois o pecador está banhado no sangue do seu Filho que se fez pecado no lugar dele.

Esse é o evangelho de Cristo, evangelho de justificação, mérito de Deus, que não pode ser alcançado com justiça própria ou lei, muito menos comprado com dinheiro ou com boas ações, uma boa noticia que traz liberdade àquele que crê. Estamos livres do legalismo por meio de Cristo.

Justificação é a sentença judiciária do último dia trazido ao presente, é um veredito final que jamais será revertido “... e aos que justificou, também glorificou.” (Rm 8.30), “glorificou” no passado.

Pela justificação em Cristo o meu passado está redimido, o meu presente faz sentido e o meu futuro está garantido, a ele seja a glória para todo o sempre. Amém!

Simples não é? Porque será que complicamos tanto?


Por seu Reino e sua simplicidade!

Rodrigo Rezende

Simples Assim - Adulterio


Adultério é uma palavra que derivou da expressão em latim ad alterum torum, que significa literalmente na cama de outro(a), que designava a pratica da infidelidade conjugal. Ou seja, uma pessoa casada que se relaciona intimamente com alguém que não é o se cônjuge.

Que o adultério é errado todos sabem, e até sabem citar, porque ele faz parte de um dos dez mandamentos “Não adulterarás” (Ex 20.14), e é reforçado em (Dt 5.18). Mas porque será que ainda encontramos tantos adultérios hoje em dia? E pior, parece que Jesus foi mais longe que a lei, ele disse que: “qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” (Mt 5.28) Simples assim. Se já era difícil não adulterar segundo a lei, agora com as palavras de Jesus se tornou praticamente impossível.

Mas eu não estou escrevendo para provar que o adultério é errado, pois como já disse antes, a Bíblia diz e todos sabem que é errado, mas gostaria de refletir um pouco no porque se comete o adultério e em como podemos lutar contra esse pecado.

Primeiro precisamos entender que o adultério começa no coração “Pois do interior do coração dos homens vêm os maus pensamentos, as imoralidades sexuais, os roubos, os homicídios, os ADULTÉRIOS, as cobiças, as maldades, o engano, a devassidão, a inveja, a calunia, a arrogância e a insensatez. Todos esses males vêm de dentro e tornam o homem impuro” (Mc 7.21-23).

Na maioria das vezes colocamos a causa do adultério em outras coisas como: dificuldades com a esposa, um apelo muito forte do affaire, as circunstâncias que o levaram fazer isso. Dificilmente vemos as pessoas dizendo que cometeram adultério porque isso veio do seu coração. Na verdade a pessoa não se torna adúltera no momento do adultério, ela só adulterou porque já era adúltera.

Em segundo precisamos fechar os nossos olhos para o adultério. Como? Literalmente fechando os olhos, aquilo que eu não vejo fica difícil de desejar, e se não desejar não cometo esse pecado. A Bíblia faz uma sugestão um pouquinho mais radical “Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora.” (Mt 5.29) Simples assim! É lógico que quando Jesus falou isso ele não estava dizendo para literalmente arrancarmos o olho fora, mas que viver uma vida santa é mais importante que um olho.

Cuidado com as conversinhas “inocentes” com outras mulheres “Os lábios da mulher imoral destilam mel; sua voz é suave como o azeite, mas no final é amarga como fel, afiada como uma espada de dois gumes.” (Pv 5.3-4)

Não deixe que o seu coração pense na possibilidade do adultério “Não cobice em seu coração a sua beleza e nem se deixe seduzir por seus olhares, pois o preço de uma prostituta é um pedaço de pão, mas a adúltera sai à caça da própria vida do homem.” (Pv 6.25-26)

Fique atento, porque aquele que comete adultério sofrerá as consequências “Assim acontece com quem se deita com a mulher alheia; ninguém que a toca ficará sem castigo.” (Pv 6.29) “Mas o homem que comete adultério não tem juízo; todo aquele que assim procede a si mesmo se destrói. Sofrerá sofrimentos e vergonha, e a sua humilhação jamais se apagará.” (Pv 6.32-33) “As maldades do ímpio o prendem; ele se torna prisioneiro das cordas do pecado.” (Pv 5.22)

Todo adultério revela, no fundo, uma insatisfação com Deus, com aquilo que ele lhe deu, com a mulher da sua juventude “Seja bendita a sua fonte! Alegre-se com a esposa da sua juventude. Gazela amorosa, corça graciosa; que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela.” (Pv 5.18-19)

É simples assim, uma atitude tomada sem bastante reflexão, ou até mesmo bem pensada, que traz consequências para o resto da vida.

Vou encerrar contando uma história e que nos sirva de alerta.

“Da janela de minha casa olhei através da grade e vi entre os inexperientes, no meio dos jovens, um rapaz sem juízo. Ele vinha pela rua próximo à esquina de certa mulher, andando em direção à casa dela. Era crepúsculo, o entardecer do dia, chegavam as sombras da noite, crescia a escuridão. A mulher veio ao seu encontro, vestida como prostituta, cheia de astúcia no coração. (Ela é espalhafatosa e provocadora, seus pés nunca param em casa; uma hora na rua, outra nas praças, em cada esquina fica à espreita.) Ela agarrou o rapaz, beijou-o e lhe disse descaradamente: tenho em casa a carne dos sacrifícios de comunhão, que hoje fiz para cumprir os meus votos. Por isso sai para encontrá-lo; vim à sua procura e o encontrei! Estendi sobre o meu leito cobertas de linho fino do Egito. Perfumei a minha cama com mirra, aloés e canela. Venha, vamos embriagar-nos de caricias até o amanhecer; gozemos as delícias do amor! Pois meu marido não está em casa; partiu para uma longa viagem. Levou uma bolsa cheia de prata e não voltará antes da lua cheia. Com a sedução das palavras o persuadiu, e o atraiu com o dulçor dos lábios. Imediatamente ele a seguiu como boi levado ao matadouro, ou como cervo que vai cair no laço, até que uma flecha lhe atravesse o fígado, ou como pássaro que salta para dentro do alçapão sem saber que isso lhe custará a vida.” (Pv 7.6-23)


Por seu Reino e sua simplicidade.

Rodrigo Rezende

Simples Assim - Gloria


Essa é uma palavra muito escutada hoje em dia, mas pouco entendida. Oh glória! Glória a Deus! E assim por diante, mas será que você realmente sabe o que é glória?

Glória é uma palavra extensamente usada na bíblia, para ser exato 354 vezes ao todo, tanto no Novo como no Antigo Testamento. È simples, mas com o decorrer do tempo foi maltratada e mal interpretada.

O dicionário descreve glória como fama adquirida por ações extraordinárias, feitos heróicos, grandes serviços prestados à humanidade; honra, orgulho; magnificência, brilho, esplendor, prestígio.

Biblicamente podemos perceber que em muitos casos glória significa “honra” ou “reputação excelente”. É esse significado em Is 43.7 em que Deus fala dos seus filhos, “Que criei para a minha glória” ou em Rm 3.23 “todos pecaram e carecem da minha glória”.

Mas o sentido mais específico de glória de Deus é a clara luz que circunda a presença de Deus. Não está simples, deixa eu tentar tornar simples. É uma luz criada por Deus, que está em volta dele, que o revela para a humanidade.

É simples assim! Deus é espírito, santo, perfeito. E um simples olhar para ele nos fulminaria, pois somos pecadores “E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver” (Ex 33.20). Por isso, Deus criou essa luz chamada glória, para que pudéssemos conhecê-lo sem ter que virar churrasquinho.

Falando assim, parece até aqueles desenhos onde os personagens ficam circundados de luz, de preferencia o bonzinho de azul e o malzinho de vermelho. É mais ou menos isso mesmo, só que a luz de Deus, a sua glória sobre nós, não nos diz só se é bom ou mau, mas revela quem o Senhor é.

Vamos provar isso, “Bendiga o Senhor a minha alma! Ó Senhor, meu Deus, tu é tão grandioso! Estás vestido de glória e majestade! Envolto em luz como numa veste, ele estende os céus como uma tenda.” (Sl 104.1-2). No nascimento do Senhor Jesus “E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram aterrorizados.” (Lc 2.9). O mesmo aconteceu na transfiguração “Ali ele foi transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz.” (Mt 17.2). E na nova Jerusalém a glória continuará brilhando “A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia.” (Ap 21.23).

Nós, enquanto aqui na terra, jamais compreenderemos completamente, só nos resta adorá-lo diante da maravilhosa glória de Deus.

Mas o que isso tem haver conosco, já que é a glória de Deus? Tem tudo haver porque Deus nos deu duas tarefas que envolvem a sua glória.

A primeira é glorificá-lo em tudo “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1Co 10.31). Ou seja, em tudo que eu for fazer eu devo pensar em como Deus faria e em como eu posso honrá-lo naquela situação.

A segunda é refletir essa glória para os outros “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2Co 3.18). Enquanto refletimos a glória de Deus para as pessoas, como se fossemos um espelho, também somos mudados por essa glória dia-a-dia.

Embora não nos achemos cercados de uma luz visível, existe certo brilho, certo esplendor ou certa beleza no modo de vida de uma pessoa que ama profundamente a Deus, e isso se revela com clareza àqueles que a cercam.

É muito mais fácil eu gritar isso em uma celebração, do que viver. Não que gritar glória a Deus seja errado, mas é que o grito deve vir acompanhado de uma vida que glorifica a Deus.

É simples assim! A glória de Deus brilha através da minha vida quando eu amo a minha esposa como Cristo amou a igreja, quando um pai ama o seu filho, quando um profissional faz bem o seu trabalho.

Que sejamos espelhos refletindo a glória de Deus, Simples assim!

Por seu Reino

Rodrigo Rezende

Simples Assim - Graça



Graça, uma palavra pequena, mas com tantos significados.

Quando eu era pequeno, se a pessoa queria saber o nome de outra pessoa ela perguntava: qual é a sua graça? Graça também pode significar se algo é engraçado ou não: “isso é muito sem graça.” Pode ser um nome: oi, como vai Graça?

Mas o que Deus quer nos dizer sobre graça na sua Palavra?

Seu significado básico é “favor imerecido”, mas acredito que a Bíblia nos mostra que é um pouco mais do que um favor imerecido, é tudo.

Uma vez um pregador disse que a graça sustenta o universo, na verdade ele só foi criado por causa da graça. Será que Deus foi pego de surpresa com o pecado de Adão? (Oh não acredito que Adão pecou), é claro que não. Agora a pergunta que não quer calar, porque então, ele criou o homem mesmo sabendo que ele ia pecar?

A resposta é simples assim, porque antes da fundação do mundo ele já tinha providenciado a redenção (Rm 3.24), através do sangue de Cristo “sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós.” (1Pe 1.18-20). Isso é a graça.

A graça é que possibilita um pecador como eu e você, sermos habitados por um Deus santo.

A graça é a bondade de Deus emprestada ao homem. Você já parou para pensar como seria o mundo se todos realmente fossem como Romanos 3.10-18 pinta:
“Não há nenhum justo, nem um sequer;
Não há ninguém que entenda, ninguém que busque a Deus.
Todos se desviaram, tornaram-se juntamente inúteis;
Não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer”
“Suas gargantas são um túmulo aberto; com suas línguas enganam”.
“Veneno de serpentes está em seus lábios”.
“Suas bocas estão cheias de maldição e amargura”.
“Seus pés são ágeis para derramar sangue; ruína e desgraça marcam os seus caminhos, e não conhecem o caminho da paz”.
“Aos seus olhos é inútil temer a Deus”


O mundo só não é assim porque Deus emprestou a sua bondade aos homens.

Graça é sobre o que o Novo Testamento fala. O Deus exposto ali é “o Deus de toda graça” (1Pe 5.10); ali o Espírito Santo é “o Espírito da graça” (Hb 10.29) e, todas as esperanças ali expostas apoiam-se sobre a “graça do Senhor Jesus” (At 15.11).

Não estamos mais debaixo da lei, mas debaixo da graça (Rm 6.14). A lei serviu para mostrar quem somos, para nos pôr no nosso lugar de pecadores e mostrar que nunca conseguiremos pelas nossas atitudes nos aproximar de Deus.

Estar debaixo da graça é saber que nada do que eu faço de bom vai fazer com que Deus me ame mais, e que nada do que eu faço de ruim vai fazer com que ele me ame menos.

Então quer dizer que está tudo liberado, eu posso pecar à vontade? Claro que não. Olha o que Paulo disse aos romanos: “Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça. Que diremos então? Continuaremos pecando para que a graça aumente? De maneira nenhuma! Nós, os que morremos para o pecado, como podemos continuar vivendo nele?” (Rm 5.20-6.2)

Alguns confundem a liberdade da graça com a libertinagem “Não usem a liberdade para dar ocasião à vontade da carne.” (Gl 5.13)

Resumindo, como disse um grande amigo meu: tudo que tem de bom em mim vem de Deus e o que tem de ruim vem de mim mesmo. Tiago comprova isso (Tg 1.17).

Infelizmente vivemos em tempos sem graça. E, ainda por cima, alguns desgraçados, têm colocado preço na graça, que é de graça.

Muitos vivem vidas sem graça, relacionamentos sem graça, porque ainda estão tentando merecer algo que é impossível merecer, que nos foi dado e de graça, é a graça.

Que a graça penetre os nossos relacionamentos sem graça e as nossas vidas sem graça. Quando eu entendo que não mereço nada, serei muito mais agradecido. Quando eu entendo o pecador que sou e como ele me perdoou, eu me torno uma pessoa mais propensa a perdoar os outros. Isso é viver debaixo da graça.

Não tente comprá-la, ela não está à venda. Aceite.

Simples assim!

Simples Assim! "Culto"



Uma palavra tão simples e pequena, mas que gera uma gama de interpretações, dúvidas e discussões.

De acordo com o dicionário significa “adoração ou homenagem à divindade”. Segundo a prática normal dos evangélicos de hoje, um momento em um lugar específico, com uma liturgia própria, onde as pessoas se reúnem para louvar a Deus.

Hoje existe culto para todos os gostos, culto para jovens, culto de ação de graças, culto para terceira idade, culto de libertação, culto de unção e assim por diante.

Acredito que com o tempo fomos complicando tanto o que é cultuar, que hoje o verdadeiro sentido do culto está quase perdido.

Você já pensou como deve ser uma pessoa que entra pela primeira vez, no que chamamos de culto, como ela deve se sentir?

Ela entra e vê um monte de pessoas e todas elas possuem um livro, e ela deve se perguntar que livro é esse que todo mundo tem menos eu?

Depois as pessoas começam a cantar e abrem um outro livro que ela não conhece e também não tem. Algumas pessoas levantam as mãos outros fecham os olhos, e a pergunta que não quer calar na sua mente é: como eu devo agir? E assim vai.

Essa cena me lembra daquele episódio hilário do Mr. Bean em que ele vai a um culto.

Mas o que é culto então? Vamos ver o que o Senhor nos diz: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm 12.1) Simples assim!

A religião judaica era baseada em quatro alicerces o sábado, o culto (sacrifício), o templo e o sacerdote. O culto era o momento do sacrifício do animal pelo perdão dos pecados do povo. Agora Paulo mostra o novo sentido do culto da nova aliança em Cristo.

O culto agora não está mais preso a um lugar, e sim a uma vida totalmente entregue a Deus, como em um sacrifício. Não depende de um horário específico, tem que ser 24 horas por dia e 7 dias por semana. Não precisa ter uma liturgia, a liturgia é o dia-a-dia de cada um. Não precisa ter um oficiante, ou dirigente (Será que existe habilitação para dirigir o culto? Deixa pra lá.). E é pessoal, não depende de outras pessoas.

Isso significa que eu devo parar de me reunir com os irmãos? É claro que não, pelo contrário, devo sempre estar em comunhão com os meus irmãos. Eu só preciso entender que o meu culto a Deus não depende daquela reunião ou culto público como preferir, ali é o momento de juntos, celebrarmos ao Senhor, que também pode ser um culto seu a Deus, depende de como está a sua vida.

Mas o que isso muda? Tudo. Já que a minha vida é um culto eu devo adorar a Deus o tempo todo, não só aos domingos ou quarta-feira. A minha conduta deve agradá-lo o tempo todo, não só quando estiver com outros irmãos. A minha roupa deve sempre seguir o padrão de decência sempre, não só quando vou ao “culto”.

Quem disse que o culto deve ser solene? Deus é um Deus de alegria. Quem disse que no culto temos que usar calça? A reunião deve ter ordem e alegria, e corações abertos, choro com os que choram, comida e porque não um vinho.

É simples assim! Cultue a Deus amando a sua esposa, dando muitos beijos, dizendo que a ama, cultue a Deus sendo um bom funcionário e respeitando seu patrão, cultue a Deus estendo o braço ao necessitado. Deus se agrada muito mais desse tipo de culto, se é que existe outro tipo.

É simples assim!

Simples assim - Introdução



Algum tempo atrás escrevi um artigo com esse título e eu tenho sido tão confrontado com a simplicidade do evangelho que resolvi escrever uma série de artigos mostrando a simplicidade das coisas que nós complicamos.

Cada vez mais me surpreendo com a simplicidade, ás vezes me pego achando que está faltando algo e sempre escuto a voz do Senhor dizendo: é simples assim.

Como será que conseguimos complicar tanto as coisas do Senhor, o evangelho, a igreja, a graça, o amor?

Acredito que as complicações vêm quando tentamos fazer as coisas do nosso jeito.

Ontem estava lembrando a história de Naamã, não conheço resposta mais linda, mais objetiva e mais simples do que a resposta de Eliseu ao comentário feito por Naamã.

Ele foi a Samaria para ser curado e depois de se banhar sete vezes no rio Jordão ficou curado de sua lepra e voltou para agradecer ao profeta Eliseu. Quando ele estava agradecendo declarou que sabia que existia um só Deus, o Senhor, e que só o adoraria daquele momento em diante, mas tinha um pequeno problema.

Naamã era chefe do exército do rei da Síria, e o seu rei adorava ao Deus Rimom, e quando ele se ajoelhava diante de Rimom segurava no braço de Naamã, então obviamente ele tinha que se ajoelhar junto com o rei.

Acredito que hoje isso seria um grande problema, várias respostas seriam dadas a esse fato “saia desse emprego”, “isso é do demônio”, “Deus tem algo melhor para você”, mas a resposta de Eliseu foi: “vai em paz!” Simples assim.

O caso de Cornélio é semelhante, Pedro pregou, eles receberam o Espirito Santo, então Pedro perguntou: Pode alguém negar água impedindo que eles sejam batizados? Simples assim

Essa era uma pergunta retórica, ninguém poderia se opor ao Espirito. Mas se fosse hoje a pergunta seria diferente, não seria retórica: Alguém tem algo contra esse batismo? Então os favoráveis levantem suas mãos, os contrários pelo mesmo sinal.

A vida é simples e o evangelho é simples também, vamos celebrar a simplicidade da vida no evangelho sem complicar, sem querer meter o bedelho onde não somos chamados.

Essa é a introdução, em outros artigos abordarei outros assuntos.

É simples assim