Banho de Graca

Ontem foi um dia realmente difícil, um dia daqueles. O trabalho estava pegado, trabalhei até as 23:00, e ainda por cima eu moro longe do trabalho. Durante o caminho eu fui pensando no banho quentinho e relaxante que eu tomaria quando chegasse em casa.

O show de Truman e a Religiosidade

Mês passado eu estava passando os canais na televisão e me deparei com esse filme “O Show de Truman”. O show de Truman é um filme de 1998, eu o assisti na época do lançamento e depois nunca mais tinha visto (isso prova que estou ficando velho).

#006 - Jesus e Nicodemos

Daqui para frente Jesus terá uma série de encontros onde seu objetivo principal será expor os corações das pessoas. E ele começa essa série se encontrando com Nicodemos e durante esse encontro Jesus nos ensina sobre o novo nascimento, nascimento esse que vem do Espírito e não da carne.

#005 - Jesus no Templo

Jesus expulsa os mercadores que estavam no templo, fazendo da graça de Deus um comércio. Nem parece que isso foi escrito a dois mil anos atrás. Jesus muda a visão deles de templo e de graça.

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Ser pastor é uma droga!


Por Mario Freitas

Provavelmente você se interessou em ler esse artigo atraído pelo titulo. A palavra “droga” nos remete à realidade dos entorpecentes, da criminalidade que assola o Brasil. Mas a palavra “droga” – do Francês “drogue”, seco – diz respeito originalmente a recursos medicinais, os quais eram inicialmente oriundos de ervas secas. É daí que emerge o termo “drogaria”.

Num sentido mais genérico, as drogas possuem características de alterações orgânicas, dependência e proliferação. Assim é o ministério. Pelo menos o meu.

Eu e minha família estamos vivendo um tempo de transição ministerial. Por conta de tudo o que tem acontecido conosco nesse último ano, a criação da M.A.I.S. (Missão em Apoio à Igreja Sofredora) e o desenvolvimento do nosso trabalho no Haiti, vimos Deus nos direcionar a deixar o pastorado local e nos dedicar exclusivamente à gestão missionária. Assim, esse será nosso projeto a partir do próximo ano.

Esta semana estive no Haiti, tendo retornado na madrugada passada. Assim que cheguei em casa, quase 2h da manhã, minha esposa me esperava com a boa notícia do nascimento do Davi, filho de Aline e do Pr. Jhonatan, meu auxiliar nos últimos cinco anos, e que se tornará o pastor titular da igreja por conta de minha saída.

Dormi até mais tarde, exausto em razão da viagem. Quando acordei, já no meio da manhã, minha esposa me avisou do falecimento do “Seu Zé”. A notícia fora dada mais cedo, por telefone, mas ela optou por deixar-me dormir.

Quando viajei, no início da semana, Seu Zé estava muito mal de saúde, tendo sido internado. Esse irmão era um daqueles queridos, que os pastores gostam de visitar. Sofria com diabetes, a ponto de ter precisado amputar uma de suas pernas há dois anos. Mas não reclamava, sorria. Ao invés de murmurar, louvava. Vou sentir falta do Seu Zé!

Assim, depois de dormir o quanto pude, tendo recebido a notícia, almoçamos, deixamos nossa filha na casa de alguns amigos e fomos ao hospital conhecer Davi. Lindo, a cara da mãe! De lá, fomos direto ao cemitério despedir-nos de Seu Zé. Preguei no culto fúnebre, que foi marcado por comoção e saudade.

À noite, meu compromisso já previamente agendado era curioso: condensava a vida e a morte, a natalidade e a velhice. Era o aniversário de 80 anos do Presbítero Onofre, outro desses que posso chamar de amigo.

Seu Onofre é um desses presbíteros que jamais deixará de ser referência, um líder carinhoso e respeitado pela igreja. Assim que cheguei a esta cidade, Seu Onofre tornou-se meu cicerone na cidade, pelo fato de ser aposentado e ter disponibilidade. Assim, tem estado comigo em muitas de minhas atividades pastorais.

Portanto, meu dia variou entre a alegria e a tristeza, a saúde e a doença. Sim, como um casamento. E, apesar de minha opção vocacional relatada no início desse artigo, não deixo de ser pastor. Não consigo, não posso. E isso acontece por um motivo simples: o pastorado é uma droga! Minha afirmação tem por base três constatações fundamentais, as quais passo a relatar.

A primeira delas é que a droga promove alterações psico-químicas no organismo, e assim também é o ministério. Experiências pastorais como a de hoje são prova disso. Pastores podem ser como coveiros em velórios, pois a droga tira a sensibilidade. Podemos também ser palhaços em festas, pois a droga alucina. O pastorado nos leva a variar, nos leva ao devaneio. Aliás, nossas melhores articulações costumam surgir nos nossos piores delírios.

Outra constatação referente ao pastorado como droga é que ele causa dependência. Apesar de todas as mudanças ministeriais que tenho vivido, constato em dias como o de hoje que jamais deixarei de ser pastor. É amor, é zelo, mas também é vício. É vicioso sentir-se usado por Deus e necessário à igreja, principalmente quando fica claro que nada disso é por mérito humano mas por graça.

Por último, é notório que a droga, principalmente no caso dos entorpecentes, faz adeptos e contagia terceiros. Os pais conscientes preocupam-se com as companhias de seus filhos justamente porque sabem que a adolescência é tempo de vulnerabilidade, mas também porque os usuários de drogas se reproduzem. Dificilmente os drogados se drogam sozinhos: é coletivo, envolve outros.

O ministério é assim também. Alucinado, alterado e dependente, não consigo ficar assim sozinho: preciso trazer outros comigo. Por isso, os ministros que possuem um coração efetivamente pastoral produzem outros que se drogarão igualmente. Pastores verdadeiros são caçadores de vocacionados, e comumente medem seu êxito ministerial pelo seu “índice reprodutivo”.

O pastorado é uma droga. Me altera, mas sem ela eu não vivo. E quero isso para outros. Curiosa e inexplicavelmente. Amém.


Texto original aqui

Mario Freitas coordena açoes missionárias e de cunho social no Haiti.

10 verdades que pregamos sobre 10 mentiras que praticamos


Certo pastor estava buscando levar a igreja à prática da comunhão e da devoção experimentadas pela igreja primitiva (conforme descrita em Atos dos Apóstolos). Logo recebeu um comunicado de seus superiores: “Estamos preocupados com a forma como você vem conduzindo seu trabalho ministerial. Você foi designado para tomar conta dessa igreja e a fez retroceder, pelo menos, uns 40 anos! O quê está acontecendo?”. O pastor respondeu: “40 anos? Pois então lamento muitíssimo! Minha intenção era fazê-la retroceder uns 2.000!”.

Atualmente temos acompanhado um retrocesso da vivência e prática cristãs. Mas, infelizmente, não é um retrocesso como o da introdução acima. Algumas das verdades cristãs têm sido negadas na prática. Como diz Caio Fábio, muitos de nós somos “crentes teóricos, entretanto, ateus práticos”. Segue-se uma pequena lista dos top 10 das verdades que pregamos (na teoria) acerca das mentiras que vivemos (na prática):

I - “SÓ JESUS SALVA” é o que dizemos crer. Mas o que ouvimos dizer é que só é salvo, salvo mesmo, quem é freqüente à igreja, quem dá o dízimo direitinho, quem toma a santa ceia, quem ganha almas para Jesus, quem fala língua estranha, quem tem unção, quem tem poder, quem é batizado, quem se livrou de todo vício, quem está com a vida no altar (seja lá o que isso signifique), quem fez o Encontro, etc e etc. Resumindo: em nosso conceito de salvação, só é salvo aquele que não me escandaliza.

II - “DIANTE DE DEUS, TODOS OS PECADOS SÃO IGUAIS” é o que dizemos crer. Mas, diante da igreja, o único pecado é fazer sexo fora do casamento. Quando um irmão é pego em adultério, é comum ouvirmos o comentário: “O irmão fulano caiu...”. Ou seja, adultério é visto como uma “queda”. Mas a fofoca que leva a notícia do adultério de ouvido a ouvido é permitida (embora, na Bíblia haja mais referências ao mexeriqueiro do que ao adúltero). Estar com o nome ‘sujo’ no SPC é permitido, embora a Bíblia condene o endividamento. Ser glutão é permitido, a ‘panelinha’ é permitida, sonegar imposto de renda é permitido (embora seja mentira e roubo), comprar produto pirata é permitido (embora seja crime) construir igreja em terreno público é permitido (embora seja invasão).

III - “AUTOFLAGELAÇÃO É SACRIFÍCIO DE TOLO”, é o que dizemos crer. Condenamos o sujeito que faz procissão de joelhos, que sobe escadarias para pagar promessas. Ainda assim praticamos um masoquismo espiritual que se expõe em frases do tipo: “Chora que Deus responde”; “a hora em que seu estômago está doendo mais é a hora em que Deus está recebendo seu jejum”; “quando for orar de madrugada, tem que sair da cama quentinha e ir para o chão gelado”; “tem que pagar o preço”.

IV - “ESPÍRITO DE ADIVINHAÇÃO É DIABÓLICO” é o que dizemos crer, mas vivemos praticando isso nas igrejas, dentro dos templos e durante os cultos!
- Olha só a cara do pastor. Deve ter brigado com a esposa.
- A irmã Fulana não tomou a ceia. Deve estar em pecado.
- Olha o irmão no boteco. Deve estar bebendo...
- Olha só o jeito que a irmã ora. É só para se amostrar...
- Olha a irmã lá pegando carona no carro do irmão. Hum, aí tem...

V - “DEUS USA QUEM ELE QUER” é o que dizemos. Mas também dizemos: Deus não pode usar quem está em pecado; Deus não usa ‘vaso sujo’; “Como é que Deus vai usar uma pessoa cheia de maquiagem, parecendo uma prostituta?”.

VI - “DEUS ABOMINA A IDOLATRIA” dizemos. Mas esquecemos que idolatria é tudo o que se torna o objeto principal de nossa preocupação, lealdade, serviço ou prazer. Como renda, bens, futebol, sexo ou qualquer outra coisa. A questão é: quem ou o quê regula o meu comportamento? Deus ou um substituto? Há até muitas esposas, por exemplo, que oram pela conversão do marido ao ponto disso tornoar-se numa obsessão idolátrica: “Tenho que servir bem a Deus, para ele converter meu marido”; “Não posso deixar de ir a igreja senão Deus não salva meu marido”; “Preciso orar pelo meu marido, jejuar pelo meu marido, fazer campanhas pelo meu marido, deixar de pecar pelo meu marido”. Ou seja, a conversão do marido tornou-se o objetivo final e Deus apenas o meio para alcançar esse objetivo. E isso também é idolatria.

VII - A BÍBLIA É A ÚNICA REGRA DE FÉ E PRÁTICA CRISTÃS
...Eu sei que a Bíblia diz, mas o Estatuto da Igreja rege...
... Eu sei que a Bíblia diz, mas nossa denominação não entende assim
... Eu sei que a Bíblia diz, mas a profeta revelou que é assim que tem que ser
... Eu sei que a Bíblia diz, mas o homem de Deus teve um sonho...
...Eu sei que a Bíblia diz, mas isso é coisa do passado...

VIII - DEUS ME DEU ESTA BENÇÃO!
...mas eu paguei o preço.
...mas eu fiz por onde merecê-la.
...mas não posso dividir com você porque posso estar interferindo na vontade de Deus. Vai que Ele não quer que você tenha... Se você quiser, pague o preço como eu paguei.

IX - NÃO SE DEVE JULGAR PELAS APARÊNCIAS. AS APARÊNCIAS ENGANAM – mas frequentemente nos deixamos levar por elas para emitirmos nossos juízos acerca dos outros. Julgamos pela roupa, pelo corte de cabelo, pelo tamanho da saia, pelo tipo de maquiagem (ou a falta dela), pelo jeito de andar, de falar, pelo aperto de mão, pela procedência. Frequentemente, repito: frequentemente falamos ou ouvimos alguém falar: “Nossa! Como você é diferente do que eu imaginava. Minha primeira impressão era de que você era outro tipo de pessoa”.

X - A SANTIFICAÇÃO É UM PROCESSO DE DENTRO PARA FORA (é o que dizemos) – na prática não basta ser santo, tem que parecer santo. Se a tal ‘santificação’ não se manifestar logo em um comportamento pré-estabelecido, num jeito de falar, andar, vestir e de se comportar é porque o sujeito não se ‘converteu de verdade’

Artigo original no genizah