Banho de Graca

Ontem foi um dia realmente difícil, um dia daqueles. O trabalho estava pegado, trabalhei até as 23:00, e ainda por cima eu moro longe do trabalho. Durante o caminho eu fui pensando no banho quentinho e relaxante que eu tomaria quando chegasse em casa.

O show de Truman e a Religiosidade

Mês passado eu estava passando os canais na televisão e me deparei com esse filme “O Show de Truman”. O show de Truman é um filme de 1998, eu o assisti na época do lançamento e depois nunca mais tinha visto (isso prova que estou ficando velho).

#006 - Jesus e Nicodemos

Daqui para frente Jesus terá uma série de encontros onde seu objetivo principal será expor os corações das pessoas. E ele começa essa série se encontrando com Nicodemos e durante esse encontro Jesus nos ensina sobre o novo nascimento, nascimento esse que vem do Espírito e não da carne.

#005 - Jesus no Templo

Jesus expulsa os mercadores que estavam no templo, fazendo da graça de Deus um comércio. Nem parece que isso foi escrito a dois mil anos atrás. Jesus muda a visão deles de templo e de graça.

Do cinismo aos sonhos



Cinismo, de acordo com o dicionário é o “personagem-tipo que representa o individuo sem escrúpulos, hipócrita, sarcástico e oportunista”. Essa definição está ligada ao teatro, que acredito ser a melhor representação do cenário evangélico atual. Nunca se foi tão cínico quanto hoje. Então vamos começar o show.

Respeitável público (não sei se é tão respeitável assim), no palco central, o grande, o inigualável, o maior de todos..... o cínico (EU).

Temos representado todos os dias, de uma maneira bem tosca, o papel do discípulo de Cristo, mas não passamos de hipócritas. Citamos a Bíblia, lemos teologia, flertamos com as ideias, mas nunca nos comprometemos. Quando falo de compromisso não estou falando de frequência, ou de ministérios, ou de doação financeira, muito menos de cargos. Eu falo de relacionamento com o Senhor, relacionamento esse, que gera em nós ação.

Assistimos todos os dias os noticiários, ouvimos e vemos desgraças na África, no Japão, nos sentimos mal, às vezes até choramos, mas cinicamente, sem escrúpulos nenhum, mudamos de canal e continuamos representando o papel do discípulo de Jesus.

Muito pior, no palco da vida, da nossa cidade, vemos injustiças, pessoas morrendo de fome e continuamos caminhando, como se não fosse comigo. Discutimos teologia, brigamos com os próprios irmãos por questões, para não dizer outra palavra, esdruxulas, enquanto, cinicamente, continuamos achando que estamos fazendo a vontade de Deus.

O pior de tudo é achar que estamos enganando a plateia com essa representação tosca, quando na verdade, os únicos enganados, os únicos que acreditam nesse teatro somos nós mesmos.

Estou lembrando da história de João Marcos. Nasceu num lar cristão, a igreja se reunia na casa da sua mãe, era primo de Barnabé um homem cheio do Espírito Santo e um dos grandes lideres da igreja. Ele quis viver essa vida, de líder da igreja, ser ensinado aos pés de Barnabé e Saulo, mas na verdade não passava de um grande cínico, curtia as ideias, mas não amava ao Senhor. Quando a coisa apertou ele deu no pé. Tornou-se o motivo da discórdia entre Paulo e Barnabé. Um grandessíssimo cínico como eu e você.

Mas em um momento da sua vida isso mudou, ele desceu do palco de si mesmo, desceu do palco da religiosidade, e começou a caminhar com o Senhor, começou a sonhar não com o palco ou com a plateia, mas com o Senhor e em 2Tm 4.11 Paulo diz: “Traga Marcos com você, porque ele me é muito útil para o ministério”.

Quando é que vamos parar de sonhar com o palco, com a plateia, com os shows e vamos nos voltar ao amor?

Primeiro, como qualquer viciado, precisamos reconhecer que somos cínicos, viciados em representar, para ai sim podermos ser tratados pelo Senhor.

Depois precisamos descer do palco de nós mesmos, sair pela porta do teatro, nos encontrar com o Senhor, dar a mão a ele, e caminharmos em amor com o mestre.

E, durante o caminho, nos sonos da jornada, sonharemos, junto com o mestre, os seus sonhos e realizaremos aquilo que ele quer, e não mais aquilo que queremos.

Do cinismo aos sonhos não existe uma ponte, mas sim um vale. Existe uma descida e uma subida de mãos dadas com o mestre. O caminho por muitas vezes é pedregoso, difícil, a subida cansa, mas a companhia vale todo o esforço.

Que possamos sair juntos do palco do cinismo, de mãos dadas com o mestre da vida, para a jornada de sonhos, onde não existe mais representação, mas o amor, onde o que se vê não é tão agradável, mas é verdadeiro, onde ferimos e pedimos perdão, onde somos perdoados e partimos o pão, onde enxergamos as nossas mazelas, nossas debilidades, mas somos amados, adotados e chamados pelo nome.

Acorde igreja, existe um reino a ser construído e uma pregação que precisa ser vivida.


Por seu Reino

Rodrigo Rezende

Desconectar para Conectar



Esse vídeo mostra uma realidade que. por vezes, passa despercebido pelos nossos olhos.

Que sejamos confrontados a focar naquilo que realmente importa.


Por seu Reino

Rodrigo Rezende

Sinais de uma vida cheia do Espirito Santo

O que é ser cheio do Espírito Santo?

Geralmente, as pessoas entendem que o ser cheio do Espírito Santo está associado a sinais visíveis e surpreendentes. Mas acredito que uma vida cheia do Espírito Santo está muito mais ligado a uma vida dia-a-dia na presença do Senhor, buscando a vontade de Deus em todas as circunstâncias.

Podemos ver um exemplo disso em Atos 13.1-12, onde começa a primeira viagem missionária de Barnabé, Saulo e João Marcos.

Uma vida cheia do Espírito Santo:

1. Obedece ao Espírito

Para obedecer é necessário primeiro ouvir. Muitos não obedecem ao Espírito porque as suas vontades estão gritando dentro de si e não conseguem ouvir o Espírito Santo. Para ouvir a Deus é preciso se aproximar dele, com jejum, oração, leitura da Palavra e principalmente arrependimento.

A igreja de Antioquia estava jejuando e orando, quando o Espírito Santo pede para que separem Barnabé e Saulo para a obra que ele tinha. O Espírito não disse à igreja qual era a obra que ele tinha para Barnabé e Saulo, mas eles não deixaram de obedecer por isso.

Devemos obedecer ao Espírito sempre, mesmo que no momento não entendamos, ou não conheçamos todos os plano de Deus, precisamos obedecer.

2. Prega a Palavra

Barnabé e Saulo saíram sem uma especificação completa do que deveriam fazer, mas uma coisa estava clara na mente deles, eles precisavam pregar a Palavra. É como Paulo escreve mais tarde “Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.” (2Tm 4.2)

Eles pregaram na sinagoga e a palavra não relata nenhuma conversão. A responsabilidade da conversão não é nossa é do Espírito a nossa tarefa é pregar.

Às vezes achamos que pregar só quem faz é o pastor, porque ele é que está no púlpito. Como Paulo disse devemos pregar o tempo todo, que é falar sobre a Palavra e sobre a centralidade da Palavra que é Jesus. Não apenas com palavras, mas principalmente com a vida, como disse São Francisco de Assis “Pregue sempre, e, se necessário, use palavras.”

“O que a gente faz fala muito mais do que só falar” (música da banda Fruto Sagrado)

3. Se ira contra o pecado

Nesse momento Saulo se torna Paulo e, cheio do Espírito Santo, repreende Elimas o mago. Uma pessoa cheia do Espírito Santo se ira contra o pecado.

Vamos ver algumas diferenças entre Paulo e Elimas

Elimas era judeu.

Paulo também era judeu.

Elimas era chamado de Barjesus, mas não tinha nada haver com Jesus.

Paulo não tinha Jesus no nome, mas o tinha na sua vida.

Elimas praticava magia.

Paulo pregava o evangelho.

Elimas era um falso profeta.

Paulo era um verdadeiro profeta.

Elimas tentava perverter o evangelho

Paulo tentava encaminhar as pessoas no evangelho.

Elimas era filho do Diabo.

Paulo era filho de Deus.

Elimas era inimigo do que é justo.

Paulo era amigo da justiça.

Elimas estava cheio de engano e maldade

Paulo estava cheio do Espírito Santo.

A nossa geração está cheia de Elimas. Religiosos no nome, mas que são falsos profetas, praticam magia para enganar o povo, pervertem o evangelho, só se preocupam com seu próprio lucro e estão cheios de engano e de maldade.

Que o Espírito de Deus em nós nos ajude a reconhecer esses Elimas e nos ajude a, cheios do Espírito, lutarmos contra essa perversão do evangelho.

Por seu Reino, por sua Palavra e pelo seu Espírito.

Rodrigo Rezende.

O elo perdido



Para quem não sabe o elo perdido seria, seria porque nunca foi achado, nem nunca será, o organismo ancestral tanto de humanos (que são bípedes) como dos grandes macacos (chimpanzés e gorilas, que são quadrúpedes), que os uniria, dando assim razão a teoria da evolução de que o homem veio do macaco.

Também para aqueles que são mais antigos, era um seriado que passava na televisão, mas eu não sou dessa época, então não sei dizer muito bem como era.

Mas o que o elo perdido tem haver com a Palavra de Deus e seu Reino?

No começo da igreja foi preciso um elo, não perdido, mas achado, que pudesse unir a fé judaica com a fé gentílica, e acredito que Paulo, o apóstolo aos gentios, foi esse elo. Porque Pedro e os outros apóstolos, não conseguiam fazer essa ponte por ainda estarem muito arraigados nas tradições judaicas (At 10, 11, 15; Gl 2.12)

Muitos dizem que Paulo foi o nome que Saulo adotou após sua conversão como sinal da transformação radical que ocorreu na sua vida. Mas isso não é verdade. Lucas continua a chamá-lo de Saulo até o início da sua missão aos gentios.

A verdade é que Saulo/Paulo é o elo de ligação, e essa função se manifesta nos seus dois nomes (At 13.9).

Ele é judeu, como ele mesmo diz: “Circuncidado no oitavo dia, da descendência de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto a lei fui fariseu.” (Fp 3.5). Mas ele também é cidadão romano “Quando o haviam atado com as correias, disse Paulo ao centurião que ali estava: É-vos lícito açoitar um cidadão romano, sem ser ele condenado?” (At 22.25)

Ele, como judeu, embora de início perseguisse a igreja, era capaz de entender a mensagem de Jesus e do reino de Deus. Contudo, como cidadão romano educado na cultura helenista, ele pôde interpretar essa mensagem para os gentios de maneira que não poderia ser feita por Pedro e pelos outros apóstolos.

Justamente por isso, ele pode ser o elo, outrora perdido, mas agora achado, para o cumprimento da missão da igreja e para abrir o caminho do futuro.

A igreja de hoje, institucionalizada, luta contra a cultura, chamando as pessoas a abandonar essa cultura e viver uma nova cultura, a cultura gospel, “pura”. E a cultura, por sua vez, luta contra essa igreja, porque quer manter a sua cultura intacta. E, por causa dessa luta, o evangelho não está conseguindo chegar, pelo menos não como deveria, àqueles que ainda não conhecem o Senhor Jesus.

Aquele que tenta se colocar como elo hoje em dia toma pedrada de todos os lados. Primeiro da igreja atual porque está trazendo o mundo para dentro da igreja. Depois do mundo porque, para eles, você está tentando mudá-lo.

Da mesma forma acontecia com os judeus helenistas, descriminados pelos gentios e pelos judeus da Judéia. Mas essa mesma situação dolorosa, permite que esses, sejam como ponte entre o evangelho e a cultura. Saulo abriu caminho para o futuro porque também era Paulo.

Que sejamos como elos achados, que contextualizam a mensagem, sem perder o conteúdo que é a Palavra de Deus. Que possamos dialogar e amar aqueles que estão na cultura “mundana” e com isso sermos pontes para levá-los ao conhecimento de Cristo.

Por seu Reino

Rodrigo Rezende

Experiências Transformadoras-1


Vou compartilhar um pouco do que pude aprender ontem quarta-feira dia 04 de maio.

Pela manhã eu participei da palestra do Richard Foster focando principalmente a oração incessante. Através dessa palavra eu pude perceber como eu sou pouco persistente nas minhas orações. Não que pelo fato de eu insistir Deus fará o que eu quero, mas que eu desisto muito fácil das coisas. Ele comentou que está a seis meses orando por algo, e que já teve ocasião de orar 10 anos, e que algumas coisas ele ora a vida inteira. O Asaph Borba na sua ministração a noite inteirou isso, falando que ora há 18 anos por sua filha que é especial, e que ainda não desistiu de orar pela sua cura.

Depois da palestra do Richard Foster, foi vez de ouvir, mais uma vez, Hernandes Dias Lopes. Dessa vez o assunto foi pregação expositiva. É maravilhoso ouvir pastores dizendo que acreditam na pregação expositiva e mostrando o seu valor no crescimento da igreja. Pregação expositiva é aquela onde o pregador expõe um livro da Bíblia a partir do seu contexto e aplica na vida da sua igreja, diferente da tópica que a cada domingo se fala uma coisa diferente.

O dia fechou com chave de ouro com a palavra do Richard Foster, falando sobre a oração em momentos de escuridão. Ele há alguns anos atrás, durante um momento de trevas, escreveu uma oração da escuridão, aqui está essa oração na integra:

"Deus aonde estás, eu imploro, eu suplico e você não responde. Eu grito, eu berro e não recebo nada. Quebra o teu silêncio ó Deus. Fala comigo, ensina-me, repreende-me, acerta forte a minha vida, mas não fique em silêncio. O senhor é um Deus mudo? O senhor se revelou como um Deus que fala, o cosmos que comunica, o senhor dirigiu Abraão numa cidade onde o construtor era o próprio Deus, o senhor falou com clareza para Davi, para Rute, com Ester, Isaías, com Daniel ,Maria, Paulo e muitos outros. Porque os céus são como ferro para mim? Jó experimentou o Senhor como Deus escondido, e Elias esteve numa linda vigília atravessando terremoto, vento e fogo, eu também. Ó Deus de maravilha e mistério, guia-me por meio do teu silêncio maravilhoso, terrível, amoroso e que me abraça por completo"

Por seu Reino

Rodrigo Rezende

Experiências Transformadoras

38° ENCONTRO SEPAL

Bom, para quem não conhece, a Sepal é uma agência missionária que trabalha no Brasil há alguns anos e todo ano promove um encontro para treinamento de pastores e líderes. Esse treinamento geralmente acontece em Águas de Lindóia SP na primeira semana de maio.

De inicio a sigla significava serviço de evangelização para a américa latina, mas agora significa Servindo aos Pastores e Líderes. A Sepal está envolvida em várias áreas como literatura, pastoreio de pastores, missionários espalhados pelo mundo e também evangelismo pela internet.

Agora que já dei uma pequena explicação vou relatar um pouco do que experimentei até aqui no 38° encontro Sepal.

O encontro começou na segunda a noite com a palestra do pastor Richard Foster. Ele é autor de vários livros como “Celebração da disciplina”, “Vida com Deus” e um dos mais famosos “Dinheiro, sexo e poder”. Nesse dia ele falou sobre a graça transformadora. E uma das coisas que mais ficou na minha mente foi que a promessa de Deus geralmente vem seguida de provação para depois chegar à provisão. Precisamos começar devagar, parar de querer ser herói, e começar pelo simples.

Na terça pela manhã participei da palestra do Reverendo Hernandes Dias Lopes, pastor da primeira igreja presbiteriana de vitória. Ele tem mais de 70 livros escritos, acredito que seja um dos maiores escritores do nosso país. Ele falou sobre a vida de Paulo. Me impressionou a sua capacidade em expor a vida de Paulo. Falou com muita propriedade, com uma linha cronológica impecável, e com uma aplicação arrebatadora. Simplesmente impressionante. Em poucos minutos seu livro sobre Paulo se esgotou no stand da Hagnos.

Logo após quem falou foi Russell Shedd. Russell Shedd dispensa comentários, o velhinho está numa lucides impressionante, e um coração cada vez mais devotado ao Senhor. Ele é autor de vários livros “Adoração Bíblica”, “Disciplina na igreja” e “Palavra viva”. Ele falou sobre o caráter do líder. A necessidade do líder ser humilde, amar a Deus e etc.

A noite, para fechar bem o dia, quem falou foi Ronaldo Lidório, missionário presbiteriano. Ele é doutor em antropologia pela Royal London University e organizador de indígenas do Brasil. Atuou durante 9 anos no norte de Gana, na África, como plantador de igrejas, tradutor bíblico e coordenador de programas sociais. Ele falou sobre corações transformados para um ministério transformador. A necessidade de trabalharmos primeiro as nossas vidas para depois vermos os resultados no nosso ministério.

Amanhã postarei tudo o que estou experimentando nessa quarta-feira.

Por seu Reino

Rodrigo Rezende

Morre Osama bin Laden




O responsável
pela atrocidade nas torres gêmeas no dia 11 de setembro de 2001 nos Estado Unidos morreu na madrugada de hoje no Paquistão. Osama bin Laden, o terrorista mais procurado no mundo está morto.

Com a sua morte surgiu uma mescla de sentimentos, alegria, alívio e preocupação. Alegria porque os americanos, e talvez todos nós, nos sentimos vingados. Alívio porque é menos um terrorista para nos preocuparmos. E preocupação porque provavelmente a morte de Bin Laden provocará uma série de atentados do Talibã e da Al Qaeda.

Eu não consigo nem imaginar qual foi o sentimento dos americanos com o atentado de 11 de setembro de 2001. Acredito que pelo fato de não ser um grande conhecedor da sua cultura, e talvez, por nunca ter estado nesse país. Mas uma pergunta está em minha mente: Será que deveríamos nos alegrar tanto com a morte de um pecador?

Assisti alguns vídeos (você pode vê-los aqui), onde as pessoas estavam totalmente eufóricas, quase fora de si. Encheram de papel higiênico uma faculdade (isso é um costume entre eles, em momentos alegres), pessoas pulando em fontes públicas. Como disse antes, não sei o que foi para eles o atentado, não estava na pele deles, mas será que essa seria a atitude do nosso Senhor Jesus Cristo?

Se alegrar pela morte de um pecador não é um dos sentimentos normais do Reino de Deus. Acredito que ele precisava de Cristo tanto quanto qualquer um de nós. Não estou defendendo-o, não concordo com seus erros, mas ele também foi criado à imagem e semelhança de Deus.

Que a igreja de Cristo se levante em momentos como esse para orar uns pelos outros, principalmente por nossos irmãos americanos, rompendo as barreiras culturais e denominacionais. E que possamos entender que fomos chamados para fazer discípulos de todas as nações, inclusive homens como Bin Laden.

Por seu Reino

Rodrigo Rezende

Como não orar


Esse vídeo é importantíssimo para a nossa vida devocional diária, para entendermos como não orar.

Simples Assim - Gloria


Essa é uma palavra muito escutada hoje em dia, mas pouco entendida. Oh glória! Glória a Deus! E assim por diante, mas será que você realmente sabe o que é glória?

Glória é uma palavra extensamente usada na bíblia, para ser exato 354 vezes ao todo, tanto no Novo como no Antigo Testamento. È simples, mas com o decorrer do tempo foi maltratada e mal interpretada.

O dicionário descreve glória como fama adquirida por ações extraordinárias, feitos heróicos, grandes serviços prestados à humanidade; honra, orgulho; magnificência, brilho, esplendor, prestígio.

Biblicamente podemos perceber que em muitos casos glória significa “honra” ou “reputação excelente”. É esse significado em Is 43.7 em que Deus fala dos seus filhos, “Que criei para a minha glória” ou em Rm 3.23 “todos pecaram e carecem da minha glória”.

Mas o sentido mais específico de glória de Deus é a clara luz que circunda a presença de Deus. Não está simples, deixa eu tentar tornar simples. É uma luz criada por Deus, que está em volta dele, que o revela para a humanidade.

É simples assim! Deus é espírito, santo, perfeito. E um simples olhar para ele nos fulminaria, pois somos pecadores “E disse mais: Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum pode ver a minha face e viver” (Ex 33.20). Por isso, Deus criou essa luz chamada glória, para que pudéssemos conhecê-lo sem ter que virar churrasquinho.

Falando assim, parece até aqueles desenhos onde os personagens ficam circundados de luz, de preferencia o bonzinho de azul e o malzinho de vermelho. É mais ou menos isso mesmo, só que a luz de Deus, a sua glória sobre nós, não nos diz só se é bom ou mau, mas revela quem o Senhor é.

Vamos provar isso, “Bendiga o Senhor a minha alma! Ó Senhor, meu Deus, tu é tão grandioso! Estás vestido de glória e majestade! Envolto em luz como numa veste, ele estende os céus como uma tenda.” (Sl 104.1-2). No nascimento do Senhor Jesus “E aconteceu que um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor brilhou ao redor deles; e ficaram aterrorizados.” (Lc 2.9). O mesmo aconteceu na transfiguração “Ali ele foi transfigurado diante deles. Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz.” (Mt 17.2). E na nova Jerusalém a glória continuará brilhando “A cidade não precisa de sol nem de lua para brilharem sobre ela, pois a glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua candeia.” (Ap 21.23).

Nós, enquanto aqui na terra, jamais compreenderemos completamente, só nos resta adorá-lo diante da maravilhosa glória de Deus.

Mas o que isso tem haver conosco, já que é a glória de Deus? Tem tudo haver porque Deus nos deu duas tarefas que envolvem a sua glória.

A primeira é glorificá-lo em tudo “Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus.” (1Co 10.31). Ou seja, em tudo que eu for fazer eu devo pensar em como Deus faria e em como eu posso honrá-lo naquela situação.

A segunda é refletir essa glória para os outros “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” (2Co 3.18). Enquanto refletimos a glória de Deus para as pessoas, como se fossemos um espelho, também somos mudados por essa glória dia-a-dia.

Embora não nos achemos cercados de uma luz visível, existe certo brilho, certo esplendor ou certa beleza no modo de vida de uma pessoa que ama profundamente a Deus, e isso se revela com clareza àqueles que a cercam.

É muito mais fácil eu gritar isso em uma celebração, do que viver. Não que gritar glória a Deus seja errado, mas é que o grito deve vir acompanhado de uma vida que glorifica a Deus.

É simples assim! A glória de Deus brilha através da minha vida quando eu amo a minha esposa como Cristo amou a igreja, quando um pai ama o seu filho, quando um profissional faz bem o seu trabalho.

Que sejamos espelhos refletindo a glória de Deus, Simples assim!

Por seu Reino

Rodrigo Rezende

O discurso do rei


Era uma vez, num reino muito distante, existia um lindo menino que futuramente série o herdeiro de todo o reino, pois seu pai era o rei. Quando tinha 3 anos, um rei muito malvado invadiu o seu reino e matou o seu pai. Então, esse menino foi mandado para a corte do imperador.

Na corte do imperador, esse menino conheceu muitas pessoas importantes inclusive um que se tornaria o futuro imperador.

E enquanto estava nessa corte, já um jovem agora, se entregou a uma vida dissoluta, gastando todo o dinheiro que sua mãe lhe deixara na busca desenfreada por prazeres exóticos.

Perseguido por agiotas, de quem tomara muito dinheiro emprestado, viu-se obrigado a deixar a corte. Ele e sua esposa foram se refugiar na casa de sua irmã. Mas sua irmã e seu marido não o receberam muito bem. O seu cunhado lhe deu um emprego mais um menos, em um lugar muito ruim.

Ele, então decidiu voltar para a corte. Chegando lá caiu nas graças da mãe do imperador que lhe emprestou dinheiro para pagar todas as suas dividas.

As coisas estavam caminhando bem, até que uma conversa descuidada em uma carruagem custou-lhe seis meses de liberdade. Ele comentou com o futuro imperador que seria bom que o imperador atual não demorasse em morrer, para que ele assumisse logo o trono. O cocheiro escutou e repassou para o imperador.

Seis meses mais tarde o imperador morre, e o seu grande amigo assume o trono. Este por compensação nomeou-o rei dos territórios que tinham sido de seu tio.

Ele se esforçou para ganhar a simpatia do povo, reduziu os impostos, fez doações generosas às religiões e até matou para agradar os religiosos do seu reino.

Mas, alguns anos mais tarde, ele entrou em desacordo com duas cidades que não estavam sob o seu comando, e parou de fazer comércio com essas cidades. Essas cidades dependiam do trigo que vinha das terras do rei, por isso, começaram a passar grandes necessidades.

Então decidiram montar uma comitiva para tentar ganhar o favor do rei. Primeiro eles conseguiram convencer o camareiro do rei que interviu diante do rei por eles.

Naquele ano iriam acontecer os jogos quadrienais em honra ao imperador, então o rei decidiu que durante os jogos ele selaria a paz com essas duas cidades.

Num determinado dia ele colocou suas vestes reais, essas vestes tinham detalhes em prata que refletiam o sol causando um efeito inebriante, sentou em seu trono e começou a discursar para a comitiva e para outras pessoas que estavam ali para os jogos.

Durante o seu discurso, os puxa-sacos e bajuladores de plantão, começaram a exaltá-lo e a dizer “é voz de Deus e não de homem”. Ele se encheu de orgulho e aceitou essas palavras que não deveriam ser direcionadas a ele, mas somente a Deus.

Naquele momento, ele viu um anjo, e começou a sentir fortes dores estomacais, vindo a falecer cinco dias mais tarde comido por vermes. Alguns acreditam que foi uma apendicite, mas o mais provável é que tenha sido um cisto causado por uma solitária.

Esse conto não é de fadas, aconteceu por volta do ano 44 d.C. O rei não era George VI, muito menos o Colin Firth, ele se chamava Herodes Agripa. O homem que ele matou para agradar os religiosos era o discípulo Tiago, e por não dar glória a Deus morreu comido de bicho.

Essa história tem sido contada como forma de amedrontar as pessoas para não pecarem, mas a realidade é que todos nós vamos morrer e ser comidos por vermes, pelo menos o nosso corpo, e é lógico que não com vida como foi com Herodes.

Essa história não serve para intimidar a não pecar, mas para entender que a honra e a glória é de Deus, e que não devemos aceitar aquilo que não é nosso. Aceitar o que não é nosso é roubo.

Que na nossa vida entendamos que não se não fosse o Senhor não seriamos nada, e que toda honra e glória são dele e não nossa.

Por seu Reino.


Rodrigo Rezende