Banho de Graca

Ontem foi um dia realmente difícil, um dia daqueles. O trabalho estava pegado, trabalhei até as 23:00, e ainda por cima eu moro longe do trabalho. Durante o caminho eu fui pensando no banho quentinho e relaxante que eu tomaria quando chegasse em casa.

O show de Truman e a Religiosidade

Mês passado eu estava passando os canais na televisão e me deparei com esse filme “O Show de Truman”. O show de Truman é um filme de 1998, eu o assisti na época do lançamento e depois nunca mais tinha visto (isso prova que estou ficando velho).

#006 - Jesus e Nicodemos

Daqui para frente Jesus terá uma série de encontros onde seu objetivo principal será expor os corações das pessoas. E ele começa essa série se encontrando com Nicodemos e durante esse encontro Jesus nos ensina sobre o novo nascimento, nascimento esse que vem do Espírito e não da carne.

#005 - Jesus no Templo

Jesus expulsa os mercadores que estavam no templo, fazendo da graça de Deus um comércio. Nem parece que isso foi escrito a dois mil anos atrás. Jesus muda a visão deles de templo e de graça.

Archive for 01/10/10 - 01/11/10

Tempo a sós com Deus



No final de semana passado eu estive em um congresso onde o ministério livres para adorar estava ministrando, e o líder desse grupo, Juliano Son, ministrou a Palavra. Fui tremendamente impactado, mais uma vez, pela a ação de Deus na simplicidade da pregação da Palavra.

Depois da pregação de sábado, o Juliano deixou o microfone e foi para o canto do púlpito, se ajoelhou e começou a orar. Naquele momento senti vontade de ir até o microfone e falar que aquela palavra exigia prática de vida, exigia vida de oração, exigia pagar o preço.

Eu estou cansado de ir a congressos e ver pessoas se derramando em lagrimas e quando voltam para casa tudo volta a ser como antes.

Não fui. Deveria ter ido, mas não fui. Ainda bem que não fui. Acredito que precisava praticar isso na minha vida antes de subir num púlpito e falar isso.

O próprio Senhor Jesus passava horas a sós com Deus, mesmo sendo Deus, por ser Deus “De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus levantou-se, saiu de casa e foi para um lugar deserto, onde ficou orando” (Mc 1.35). E ainda reclamamos de acordar cedo.

“Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho...” (Mt 14.23). A sós com Deus.

“Então Jesus foi com os seus discípulos para um lugar chamado Getsêmani e lhes disse: sentem-se aqui enquanto vou ali orar.” (MT 26.36).

Eu poderia citar muitos outros exemplos, mas acredito que esses bastam.

Precisamos cultivar nosso relacionamento com o Senhor, aprender a ficar a sós com Ele, aprender a ouví-lo.

A minha semana tem sido diferente, não pelas circunstâncias, mas pelo relacionamento que está acima de qualquer circunstância.

Mas quem está disposto a pagar esse preço?

E ainda nos perguntamos por que é que os sinais não acompanham a pregação do evangelho em nossos dias.

“Existem muitos pregadores, professores e blogueiros, mas a grande necessidade da igreja são homens e mulheres que passem tempo a sós com Deus” Paul Washer.

Toda a minha história!



Meu nome é Brennan. Sou alcoólatra.
Como cheguei a esse estado, por que o deixei, por que voltei são a história da minha vida.
Mas não é a história toda.

Meu nome é Brennan. Sou católico.
Como cheguei a ser, por que deixei de ser, por que voltei a ser são também a história da minha vida.
Mas não é a história toda.

Meu nome é Brennan. Fui padre, mas não sou mai padre.
Fui casado, mas não sou mais casado.
Como cheguei a essas situações, por que as deixei são também a história de minha vida.
Mas não é a história toda.

Meu nome é Brennan. Sou pecador, salvo pela graça.
Essa é a grande história, a mais importante.
Somente Deus, em sua fúria, a conhece plenamente.


Extraído do livro Anseio fúrioso de Deus.

O deserto



Ontem conheci o pastor Sérgio, que é responsável por um centro de recuperação de viciados em drogas, álcool e de moradores de rua, o Crervip. Quando o pastor Sérgio soube que eu iria lá pediu para que eu levasse uma palavra aos 33 internos que estão lá no momento. Falei aqueles homens um pouco sobre estar num deserto e lutar num deserto e não pedir, necessariamente, para sair do deserto.

Enquanto falava observava os olhares daqueles homens. Alguns estavam vibrando com a palavra, concordando, dando glória a Deus e aleluia, outros estavam viajando, não sei se por efeito do uso prolongado das drogas ou por não estarem gostando do pregador. Bom, por via das dúvidas, levei o meu amigo Marcos comigo para ser o meu segurança, qualquer coisa ele estava preparado para me tirar de lá num piscar de olhos. Mas graças a Deus nada desse tipo aconteceu, pelo contrário eles foram muito receptivos comigo e com a Palavra de Deus.

No final, conversando com o pastor Sérgio, perguntei a ele qual era necessidade deles, e me coloquei a disposição dele. Eu esperava dele respostas como: ah nós precisamos de muitas coisas, comida, roupa, computadores, dinheiro. Mas para o meu espanto a necessidade maior dele eram pessoas que pregassem a palavra de Deus para aqueles homens.

Quando voltava para casa comecei a refletir sobre o deserto e comecei a perceber que aqueles homens estão se virando no deserto, estão lutando para sobreviver no deserto. Mas existem muitos que não são viciados em drogas, nem em álcool, que estão “dentro das igrejas”, que se dizem cristãos, que estão caminhando no deserto e nem se deram conta disso ainda. Esses homens não lutam para sair do deserto, antes, como que sofrendo alucinações, acham que estão num oásis.

Tais homens, só conseguirão sair do deserto quando entenderem que estão num deserto e clamarem a Deus por arrependimento, e, aí sim, viverão de maneira digna do evangelho para o qual foram chamados.

Não é vergonha reconhecer que está num deserto, a vergonha é continuar lá vagando de alucinação em alucinação.

Meus amigos, Deus habita no deserto também, ele está em todo lugar. Clame a Ele, não para sair do deserto, e sim para caminhar com ele pelo deserto a procura da água da vida.

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Sl 23.4)

Rodrigo Rezende

Bendito esquecimento



L. Rogério

Desde quando levantei uma estrela recoberta de papel laminado na ponta de uma varetinha de madeira, vestindo roupinha de anjo e cantando "Glória a Deus nas alturas", tenho uma vaga lembrança do que é guardar textos e recitações. Acredite, é muito comum haver um breve hiato em minha mente durante perguntas do tipo "O que você comeu no café da manhã" ou mesmo "Quantos anos você tem?".

Por algum tempo isso foi motivo para cogitar a ida a algum médico ou psicólogo. No corre-corre da vida essa preocupação se perdeu em meio a tantas agendas, post-its, anotações nas contra-capas de Bíblias ou no enorme quadro-branco que tenho no escritório. Porém, essa preocupação dissipou-se definitivamente quando casei-me com a Dany. A Danex tem um dom. Na verdade, eu já o considero paranormalidade (rs). Minha amada consegue lembrar o que vestíamos no dia do casamento do meu amigo Leandro, qual a sandália que a Juliana foi e que horas saímos e chegamos nesse evento (ocorrido há pelo menos 10 anos). Nem preciso dizer que essa é uma arma poderosa em nossas discussões sobre quem deixou a luz acesa ou o bolo fora da geladeira - é claro que eu sempre perco! (rs)

A falta de memória chegou muitas vezes a me desmotivar por completo quando me vi na lida de compartilhar a Palavra de Deus em tantas igrejas por aí. Escravo do bendito esboço, sempre sonhei o dia em que não precisaria de um púlpito ou suporte para a Bíblia e o impresso. Sofria taquicardias quando o ventilador (maldito) passava as folhas da Bíblia. Me sentia o pior dos cristãos quando precisava recorrer à um versículo do qual não lembrava o endereço, nem o contexto, e muito menos o próprio texto, só sabia que se encaixava perfeitamente naquele ponto da mensagem.

Porém, uma brisa de esperança tem soprado em meu rosto nesses últimos meses. Não! Não tomei fosfosol, nem fui contagiado pelo super-poder da Dany. Pelo contrário, continuo gastando valiosos minutos na impressão de esboços e no desenvolvimento de um design que me lembre apenas o necessário - fagulhas da essência para que meu intelecto desenvolva o restante.

Eis a percepção idiota que me ocorreu. Como alguém que procura os óculos já bem posicionados em seu rosto, percebi que o que eu procurava era o que menos precisava. Entendi que eu não precisava lembrar. Precisava absorver!

Uma mente que decora centenas de versículos, dogmas, regras ou estatutos pode ser uma mente brilhante do ponto de vista secular, mas no Reino de Deus isso não passa de vento. As verdades do evangelho da graça precisam ser absorvidas a tal ponto que eu não lembre de nenhuma delas, e esquecendo-as, passe a vivê-las em sua total intensidade. É como a marcha do carro que mudo sem perceber. Para ser mais poético, é como respirar. Não preciso raciocinar em que velocidade estou, qual a última marcha que coloquei ou mesmo "Onde foi parar essa marcha?". Também não preciso dizer ao pulmão: "Ei, vamos lá! Força! Inspira. Expira. De novo...". Eu simplesmente vivo!

Nesses últimos dias o evangelho tem penetrado a minha pele de tal forma que o perfume me dá uma agradável sensação de liberdade. Fiz da falta de memória minha aliada. Enquanto ela me sufoca, volto a livros que li. Vejo filmes que me emocionaram. Beijo a boca da minha amada, cujo sabor quaso esqueço, mas que prontamente e gentilmente ela me lembra. Bendito esquecimento. Que me traz de volta às raízes. Que me lembra a todo instante: "Você é humano. Tem limitações. E não se esqueça disso!"

PS: Juro que eu ia colocar um versículo para ilustrar essa reflexão, mas ele se perdeu na minha alma.

Original Genizah

Ser pastor é uma droga!


Por Mario Freitas

Provavelmente você se interessou em ler esse artigo atraído pelo titulo. A palavra “droga” nos remete à realidade dos entorpecentes, da criminalidade que assola o Brasil. Mas a palavra “droga” – do Francês “drogue”, seco – diz respeito originalmente a recursos medicinais, os quais eram inicialmente oriundos de ervas secas. É daí que emerge o termo “drogaria”.

Num sentido mais genérico, as drogas possuem características de alterações orgânicas, dependência e proliferação. Assim é o ministério. Pelo menos o meu.

Eu e minha família estamos vivendo um tempo de transição ministerial. Por conta de tudo o que tem acontecido conosco nesse último ano, a criação da M.A.I.S. (Missão em Apoio à Igreja Sofredora) e o desenvolvimento do nosso trabalho no Haiti, vimos Deus nos direcionar a deixar o pastorado local e nos dedicar exclusivamente à gestão missionária. Assim, esse será nosso projeto a partir do próximo ano.

Esta semana estive no Haiti, tendo retornado na madrugada passada. Assim que cheguei em casa, quase 2h da manhã, minha esposa me esperava com a boa notícia do nascimento do Davi, filho de Aline e do Pr. Jhonatan, meu auxiliar nos últimos cinco anos, e que se tornará o pastor titular da igreja por conta de minha saída.

Dormi até mais tarde, exausto em razão da viagem. Quando acordei, já no meio da manhã, minha esposa me avisou do falecimento do “Seu Zé”. A notícia fora dada mais cedo, por telefone, mas ela optou por deixar-me dormir.

Quando viajei, no início da semana, Seu Zé estava muito mal de saúde, tendo sido internado. Esse irmão era um daqueles queridos, que os pastores gostam de visitar. Sofria com diabetes, a ponto de ter precisado amputar uma de suas pernas há dois anos. Mas não reclamava, sorria. Ao invés de murmurar, louvava. Vou sentir falta do Seu Zé!

Assim, depois de dormir o quanto pude, tendo recebido a notícia, almoçamos, deixamos nossa filha na casa de alguns amigos e fomos ao hospital conhecer Davi. Lindo, a cara da mãe! De lá, fomos direto ao cemitério despedir-nos de Seu Zé. Preguei no culto fúnebre, que foi marcado por comoção e saudade.

À noite, meu compromisso já previamente agendado era curioso: condensava a vida e a morte, a natalidade e a velhice. Era o aniversário de 80 anos do Presbítero Onofre, outro desses que posso chamar de amigo.

Seu Onofre é um desses presbíteros que jamais deixará de ser referência, um líder carinhoso e respeitado pela igreja. Assim que cheguei a esta cidade, Seu Onofre tornou-se meu cicerone na cidade, pelo fato de ser aposentado e ter disponibilidade. Assim, tem estado comigo em muitas de minhas atividades pastorais.

Portanto, meu dia variou entre a alegria e a tristeza, a saúde e a doença. Sim, como um casamento. E, apesar de minha opção vocacional relatada no início desse artigo, não deixo de ser pastor. Não consigo, não posso. E isso acontece por um motivo simples: o pastorado é uma droga! Minha afirmação tem por base três constatações fundamentais, as quais passo a relatar.

A primeira delas é que a droga promove alterações psico-químicas no organismo, e assim também é o ministério. Experiências pastorais como a de hoje são prova disso. Pastores podem ser como coveiros em velórios, pois a droga tira a sensibilidade. Podemos também ser palhaços em festas, pois a droga alucina. O pastorado nos leva a variar, nos leva ao devaneio. Aliás, nossas melhores articulações costumam surgir nos nossos piores delírios.

Outra constatação referente ao pastorado como droga é que ele causa dependência. Apesar de todas as mudanças ministeriais que tenho vivido, constato em dias como o de hoje que jamais deixarei de ser pastor. É amor, é zelo, mas também é vício. É vicioso sentir-se usado por Deus e necessário à igreja, principalmente quando fica claro que nada disso é por mérito humano mas por graça.

Por último, é notório que a droga, principalmente no caso dos entorpecentes, faz adeptos e contagia terceiros. Os pais conscientes preocupam-se com as companhias de seus filhos justamente porque sabem que a adolescência é tempo de vulnerabilidade, mas também porque os usuários de drogas se reproduzem. Dificilmente os drogados se drogam sozinhos: é coletivo, envolve outros.

O ministério é assim também. Alucinado, alterado e dependente, não consigo ficar assim sozinho: preciso trazer outros comigo. Por isso, os ministros que possuem um coração efetivamente pastoral produzem outros que se drogarão igualmente. Pastores verdadeiros são caçadores de vocacionados, e comumente medem seu êxito ministerial pelo seu “índice reprodutivo”.

O pastorado é uma droga. Me altera, mas sem ela eu não vivo. E quero isso para outros. Curiosa e inexplicavelmente. Amém.


Texto original aqui

Mario Freitas coordena açoes missionárias e de cunho social no Haiti.

O perfume das meretrizes



Ed René Kivitz

De repente entra na sala uma mulher de reputação pra lá de duvidosa e caminha segura na direção de Jesus. Sem a menor cerimônia, ajoelha-se atrás dele e lava-lhe os pés com lágrimas. Usa os cabelos como toalha, e derrama sobre os pés secos o perfume que enche a casa de cheiro de cabaré. Jesus não se faz de rogado: entrega os pés aos beijos da mulher.

Os estreitos de plantão não perdem tempo. Criticam o desperdício de perfume, sugerindo que poderia ser transformado em pão para os pobres, e fazem questão de anunciar em alto e bom som que se trata de uma mulher de péssima reputação, pecadora, disseram. Por trás das palavras a respeito da mulher está uma implícita condenação a Jesus: se fosse profeta saberia que a mulher não presta; se fosse sério não se deixaria tocar daquele jeito; se fosse dos nossos condenaria a mulher de vida fácil.

Mas Jesus é diferente. Não é dos nossos. Jesus aceita o perfume das prostitutas. Já consigo ouvir a observação dos estreitos de hoje: é verdade, mas a mulher abandonou aquela vida... Sei não. Tudo quanto Jesus lhe diz é “seus pecados estão perdoados”, pois a demonstração de amor estava proporcional ao alívio da culpa: a quem muito é perdoado, muito ama. E Jesus se despede da mulher: “Sua fé a salvou, vá em paz”.

Via de regra os beatos não aceitam o perfume das pecadoras. E quando aceitam querem se certificar de que já mudaram de vida ou pretendem mudar. Essa é a face mais sombria do cristianismo institucionalizado: impor sua moral, enclausurar o amor de Deus e a graça do Cristo. Será o caso de “deixarmos” que a graça faça seu caminho dentro das pessoas, e as pessoas façam seu caminho por dentro da graça? Será que conseguimos acreditar que Deus trata com os pecadores, e o faz aceitando seu perfume? Ou preferimos controlar os pecadores, exigindo que se enquadrem em nossas estreitas molduras morais, em vez de lhes dar espaço para a transformação de dentro para fora?

Onde foi que esconderam o Deus que aceita o perfume das meretrizes?


Leia Mais em: Genizah

O Batismo

O batismo é um dos momentos mais maravilhosos como igreja. Acredito que esse sentimento está sendo muito bem expresso nesse video. E o melhor de tudo é que é real.