Banho de Graca

Ontem foi um dia realmente difícil, um dia daqueles. O trabalho estava pegado, trabalhei até as 23:00, e ainda por cima eu moro longe do trabalho. Durante o caminho eu fui pensando no banho quentinho e relaxante que eu tomaria quando chegasse em casa.

O show de Truman e a Religiosidade

Mês passado eu estava passando os canais na televisão e me deparei com esse filme “O Show de Truman”. O show de Truman é um filme de 1998, eu o assisti na época do lançamento e depois nunca mais tinha visto (isso prova que estou ficando velho).

#006 - Jesus e Nicodemos

Daqui para frente Jesus terá uma série de encontros onde seu objetivo principal será expor os corações das pessoas. E ele começa essa série se encontrando com Nicodemos e durante esse encontro Jesus nos ensina sobre o novo nascimento, nascimento esse que vem do Espírito e não da carne.

#005 - Jesus no Templo

Jesus expulsa os mercadores que estavam no templo, fazendo da graça de Deus um comércio. Nem parece que isso foi escrito a dois mil anos atrás. Jesus muda a visão deles de templo e de graça.

Archive for 2012

O show de Truman e a Religiosidade


Mês passado eu estava passando os canais na televisão e me deparei com esse filme “O Show de Truman”. O show de Truman é um filme de 1998, eu o assisti na época do lançamento e depois nunca mais tinha visto (isso prova que estou ficando velho).

O filme conta a história de um homem Truman Burbank, que desde o seu nascimento foi filmado em um reality show sem saber. Depois de um certo tempo ele começa a desconfiar e tenta sair da cidade fictícia “Seahaven”, um cenário criado dentro de um enorme domo e povoada pelos atores e a equipe do programa.

Truman, mesmo traumatizado pelo mar, entra em um veleiro e vai navegando tentando sair daquela cidade. O produtor do show Cristof tenta de tudo para impedi-lo, mas sem sucesso. Até que ele chega ai final do domo e bate numa parede. Então, começa a caminhar até achar uma porta.

Quando ele vai sair da cidade o produtor fala com ele que a realidade era muito dura e que nada se comparava com aquela cidade que ele tinha construído especificamente para ele, e que ele não teria coragem de sair pela porta. E o filme termina com ele saindo.

Fiquei emocionado ao rever esse filme. Não por causa do filme em si, mas porque no mesmo momento surgiu em minha mente uma comparação com o filme, o mundo fictício criado pela religiosidade.

A religiosidade é o homem tentando se aproximar de Deus e o evangelho é Deus se aproximando do homem. A primeira vista pode parecer a mesma coisa, mas são duas coisas totalmente diferentes, na verdade totalmente opostas.

A religiosidade cria para o homem um mundo totalmente volta para ele, como era o de Truman. Isso gera um falso sentimento de segurança. Segurança por ter o nome no rol de membros, por dar o dizimo, por participar dos cultos, ir a E.B.D., ou seja, estou fazendo a minha parte.

Mas o evangelho não está vinculado a essas coisas, você pode continuar fazendo tudo isso, mas não para ganhar pontos com Deus, ou se sentir seguro, mas em gratidão por tudo que Deus fez e pela graça dele na sua vida.

O pior é que muitos até chegam até a porta de saída da religiosidade, mas quando ouvem a voz falando sobre a segurança que a religiosidade trás, não têm coragem de atravessá-la. Principalmente por não entenderem como viver pela graça. Têm medo do desconhecido, do viver sem ser baseado no mérito próprio.

Que a igreja se levante, e confiante na graça do Senhor Jesus, possa atravessar as portas da escravidão da religiosidade para liberdade da graça. Graça essa que nos impulsiona a uma vida de santidade e gratidão.

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8-9)


Por seu Reino de graça!

Rodrigo Rezende

#007 - Jesus, o amor de Deus


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3.16). Para a maioria de nós esse foi o primeiro versículo decorado, mas sera que realmente entendemos o tamanho do amor de Deus por nós? Nesse texto veremos que para entender o tamanho do amor de Deus por nós, precisamos entender o tamanho da ofensa que nosso pecado é para Deus.



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Texto

João 3.16-21


Por seu Reino de Amor!

Rodrigo Rezende

#006 - Jesus e Nicodemos


Daqui para frente Jesus terá uma série de encontros onde seu objetivo principal será expor os corações das pessoas. E ele começa essa série se encontrando com Nicodemos e durante esse encontro Jesus nos ensina sobre o novo nascimento, nascimento esse que vem do Espírito e não da carne.



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Texto

João 3.1-15


Por seu reino de encontros!

Rodrigo Rezende


#005 - Jesus no Templo


Jesus expulsa os mercadores que estavam no templo, fazendo da graça de Deus um comércio. Nem parece que isso foi escrito a dois mil anos atrás. Jesus muda a visão deles de templo e de graça.



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Texto

João 2.12-25

#004 - Deus tem cuidado de nos


Como é maravilhoso ver o cuidado do Senhor Jesus com esse casal no seu casamento em Caná da Galiléia. O vinho tinha acabado, mas o Senhor Jesus usou esse momento para revelar a glória de Deus tirando a vergonha que viria sobre eles e trazendo a verdadeira alegria ali representada pelo vinho. É isso que o Senhor fez por nós na cruz, tirou a vergonha que estava sobre nós e trouxe a verdadeira alegria para as nossas vidas.




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Texto

João 2.1-11



Por seu Reino de amor!

Rodrigo Rezende

O tira pecado


Semana passada conversava com uma pessoa e ela me disse, em meio às lágrimas que o Senhor não a perdoaria, pois o pecado que ela cometeu era muito grave. E por incrível que pareça essa pessoa se diz crente no Senhor Jesus.
Tive a oportunidade de ler para ela João 1.29, as palavras de João Batista ao ver o Senhor Jesus “Vejam! É o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!”
Algumas considerações sobre essa expressão:

1.    O perdão sempre está associado ao derramamento de sangue “Sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” (Hb 9.22). Por isso, no Antigo Testamento, um cordeiro era sacrificado para perdão de pecados.
2.    O salário do pecado é a morte (Rm 6.23). Todos pecamos, então merecemos a morte, e com certeza não merecemos perdão. Mas o presente que recebemos do Senhor é o perdão e isso se chama graça, é de graça, e não depende de boas ações minhas.
3.    João está dizendo que ele é o cordeiro último e único necessário para o perdão dos pecados, não só de um, mas de todos “mas agora, na consumação dos séculos, uma veza por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.” (Hb 9.26)
4.    Quem tira o pecado é ele e não nós, a nossa tarefa é nos arrependermos “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1Jo 1.9)

Sendo assim, não existe pecado que não possa ser perdoado. Declarar que o seu pecado foi muito grande e por isso não pode ser perdoado, faz de Deus muito pequeno.
Não acredite nessa mentira do inimigo, se entregue ao Senhor e deixe que ele te perdoe e te purifique de todo pecado.


Por seu Reino de misericórdia.

Rodrigo Rezende

#003 - Encontrando Jesus


Essa é a terceira mensagem da série "O evangelho em João, o verbo entre nós". Nesse texto vemos que o Senhor Jesus se revela e encontra com as pessoas de formas diferentes, mas todos os encontros são marcantes. Afinal, Ele é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.



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Texto

João 1.29-51

Por seu Reino!

Rodrigo Rezende

#002 - Eu sou o segundo


Essa é a segunda mensagem da série "O evangelho em João, o verbo entre nós". Nesse texto vemos João Batista dando testemunho de que ele não era o Cristo, nem Elias e nem o profeta, mas que Jesus era o Cristo. O mais interessante nesse texto é ver que João estava tranquilo sendo o segundo, sabendo que ele estava preparando o caminho para o Messias. Importa que ele cresça e eu diminua.



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Texto

João 1.19-28

Por seu Reino!

Rodrigo Rezende

#001 - Deus tem algo velho para voce


Essa é a primeira mensagem de uma série no evangelho de João. Nesse texto João diz ao que vem, relata o motivo de estar escrevendo o evangelho. Ele fala sobre o Senhor Jesus como aquele que possibilita a realidade do propósito de Deus "Uma família de muitos filhos, semelhantes a Jesus, para a honra e glória de Deus Pai".


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Texto

João 1.1-18

Por seu Reino!

Rodrigo Rezende

A missao e a contextualizacao



Algo difícil de falar hoje é sobre contextualização. Os mais tradicionais acham que é um absurdo “é o mundo entrando na igreja”. E aqueles mais saidinhos chegam a contextualizar tanto que o Senhor Jesus fica quase imperceptível dentro da contextualização. Como é possível viver uma vida missional, contextualizando o evangelho sem perder a essência?

Creio que o Senhor nos mostra isso na carta a igreja de Tiatira. Ele começa a carta exaltando as obras daquela igreja, seu amor, sua fé, seu serviço, sua perseverança e o fato deles fazerem mais agora do que no começo, ou seja, estavam avançando.

Mas logo depois ele diz: “contra você tenho isso: você tolera Jezabel” (Ap 2.20). Jezabel, no passado foi a esposa de Acabe rei de Israel. Ela não era do povo de Deus, matava os profetas do Senhor e sustentava os profetas de Baal. Tentou matar Elias, e conspirou para matar Nabote, só porque o rei queria as suas vinhas e ele não queria vender. Tal era sua reputação que foi dito a seu respeito “Nunca existiu ninguém como Acabe que, pressionado por sua mulher Jezabel, vendeu-se para fazer o que o Senhor reprova.” (1Re 21.25)

Mas Jezabel em Tiatira era uma mulher que se dizia profetisa e que com os seus ensinos estava levando os irmãos da igreja naquela cidade, à imoralidade sexual e a comerem alimentos sacrificados aos ídolos.

O que ela fez foi adulterar a Palavra de Deus para acomodá-la aos costumes da sua cultura, pois ali existiam cultos a ídolos que envolviam orgias sexuais. E muitos na igreja se deixaram levar por esses ensinos.

Os problemas que encontramos hoje são os mesmos. Precisamos conhecer e estar inseridos na cultura para, de forma relevante, fazermos o evangelho conhecido no meio daqueles que não conhecem ao Senhor. Mas qual é o limite da contextualização?

Os irmãos em Tiatira extrapolaram esse limite. E muitos hoje extrapolam esse limite. O limite é o evangelho e a glória de Deus. Aquilo que adultera o evangelho já não pode ser contextualizado, consequentemente não glorificará a Deus.

Não podemos deixar que o medo do extrapolar na contextualização nos impeça de cumprir a nossa missão de levar o evangelho na nossa cultura.

Precisamos sim, com o senso de missão aguçado, contextualizar o evangelho à nossa cultura, sem perder a essência que é a glória de Deus.

Já temos tudo o que precisamos, temos o evangelho, temos a salvação em Cristo Jesus e temos o Espírito Santo de Deus em nós “aos demais... que não seguem a doutrina dela... não porei outra carga sobre vocês; tão somente apeguem-se com firmeza ao que vocês têm, até que eu venha.” (Ap 2.24-25)

Por seu Reino que suporta contextualização.

Rodrigo Rezende

Um convite a olhar em volta


Estamos vivendo num tempo de correria, insensibilidade e egoísmo. Mas será que é isso que Deus espera de nós, seus filhos, para esse tempo? Será que não era sobre isso que Paulo pensava quando escreveu Romanos 12.2 “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”? Creio que sim.

Então, o meu convite a você hoje, é para que, através do Espírito Santo de Deus e de sua Palavra, você possa ser transformado pela renovação da sua mente, num homem missional. Mas o que é ser missional? Missional é aquele que entende que existe uma missão a cumprir e se esforça com tudo o que tem para levar a bom termo o cumprimento dessa missão.

Vamos olhar para vida de Neemias e extrair princípios valiosos de como ser um homem missional. Para isso é necessário entendermos quem é Neemias e onde ele está.

Neemias era um judeu do exílio e sua família tinha permanecido na Pérsia após a permissão de retorno dada por Ciro. Ele galgou uma alta posição no reino, era copeiro do rei. E nunca tinha estado em Jerusalém, já que havia nascido no cativeiro.

Mas ele olhou em volta, não fixou seus olhos nos seu próprio umbigo, olhou para a realidade de Jerusalém, e percebeu que tinha uma missão a desempenhar.

1. Ele perguntou sobre a cidade.
Neemias estava numa posição confortável, estava bem na fita, era copeiro do rei. Ele poderia muito bem ter continuado com a sua vidinha, sem arrumar problema para a sua cabeça, adquirindo alguns bens e criando sua família.

Mas quando ele viu algumas pessoas que vinham de Jerusalém ele perguntou a elas como estava a cidade. E ouviu daqueles homens que o povo estava passando por grandes dificuldades e que o muro estava derrubado.

Qual foi a última vez que você perguntou sobre a sua cidade, o local que Deus te estabeleceu? Hoje existem várias formas de você perguntar, uma é você se envolvendo com pessoas da cidade e perguntando como está a cidade para elas. Outra é você pesquisar sobre a cidade no google ou em qualquer outro meio de busca.

Mas a grande questão é: você se importa com a sua cidade? Será que você entende que Deus te colocou onde você está com uma missão, de levar o evangelho as pessoas e transformar a realidade da cidade?

2. Ele se sensibilizou com a situação da cidade.
Neemias não só perguntou sobre a cidade como geralmente fazemos com as pessoas: e ai tudo bem? Mas não estamos muito interessados na resposta. Ele quando soube da realidade da cidade se sentou e chorou.

Qual foi a última vez que você chorou por enxergar a realidade da sua cidade? Ou será que já chorou por ela?

O Senhor Jesus ao olhar para a cidade de Jerusalém se compadece “Jerusalém, Jerusalém, você que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes que quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram.” Mt 23.37

3. Ele orou pela cidade.
Ao ver a situação de Jerusalém e do povo que lá estava Neemias se lamenta, jejua e ora ao Senhor.

Quando é que nos reunimos para orar pela nossa cidade? Na maioria das vezes nos reunimos para orar por nós mesmos, nossos problemas, nossas enfermidades. Quando muito, pedimos oração por alguém que conhecemos ou algum familiar.

Quando ele ora ele se coloca como pecador junto com o seu povo. Será que temos nos identificado com o nosso povo? Ou simplesmente colocamos a culpa dos pecados da cidade nos não crentes?

4. Ele agiu para a restauração da cidade.
Ele não só orou, mas agiu. Ele foi perante o rei, e quando esse perguntou o que ele tinha ele disse do lamento dele pela cidade e da sua vontade de ir até lá e reconstruir os muros físicos e espirituais daquela cidade. E o rei atendeu o seu pedido.

O que nós temos feito para restaurar as nossas cidades? Será que temos nos envolvido com os problemas sociais das nossas cidades? Ou será que estamos tão atarefados com os nossos programas e dilemas que não conseguimos levantar a cabeça e olhar ao nosso redor?

Que possamos viver vidas missionais, olhando ao nosso redor, enxergando a realidade, nos livrando da insensibilidade e nos envolvendo com a missão que Deus nos deu na nossa cidade.

Por seu Reino de missão

Rodrigo Rezende

Por que odeio a Religiao


Simples e objetivo, esse é o evangelho. Vale cada segundo.



Por seu Reino de relacionamento!

Rodrigo Rezende

Devocao, nossa plataforma de lancamento!




Sou pastor, não porque fui ordenado num concilio (e por incrível que pareça eu fui), mas porque o Senhor me chamou. Mas por que estou dizendo isso? Porque se espera muito de um pastor. Um pouco por causa da visão errada de que o pastor é o cara que faz tudo, que faz a igreja andar, um pouco porque o pastor também gosta de ser o centro das atenções, e eu falo isso na condição de pastor.


Mas por muitas vezes, nem o mínio que se espera de um pastor, a sua devoção ao Senhor, é característica notória em sua vida. Parece que as pessoas não veem a devoção como a característica principal de um pastor. Elas esperam que o pastor seja simpático, um bom orador, uma pessoa que toma decisões rápidas, um bom líder e etc.


Mas isso não é nada sem piedade “De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro” (1Tm 6.6).


Em parte, eu creio que isso é culpa da igreja. Nós procuramos pastores de forma errada, a devoção, se está listada entre as características de um pastor, está entre as últimas, provando assim que não nos preocupamos muito com isso, nos preocupamos mais com eloquência e um bom currículo.


Por algum tempo eu me afastei dessa prática. Lia Bíblia para preparar sermão, ou estudo, orava durante as refeições e antes de dormir. Mas o Senhor me incomodou a voltar ao relacionamento profundo e sadio com ele. E vou te dizer uma coisa, não existe nada melhor do que isso, nada melhor do que estar próximo ao Senhor.


Não existe nenhuma regra mágica, nem objeto ungido, nem 10 passos, nem é preciso pagar por isso, basta buscar o Senhor como no verso da cantiga “leia a Bíblia e faça oração se quiser crescer”.


Se você está lendo esse artigo e entende que não tem uma vida devocional com o Senhor, ou que teve e por muito tempo isso ficou para trás, pare agora de ler e se ajoelhe, peça perdão a Deus, e reate o seu relacionamento com ele.


Se assim o fez, se prepare para ser lançado, não em um ministério astronomicamente conhecido, não em fama e dinheiro, nem em mega igrejas, mas nos braços do Pai.


“Devoção é a nossa plataforma de lançamento” essa frase não é minha, ouvi do meu amigo João Costa numa conversa. Meu amigo obrigado pelas conversas e que possamos ser lançados nos braços do Pai através da devoção, abraço.

Por seu Reino de devoção!

Rodrigo Rezende

Abaixo a informalidade



Acredito que eu esteja desatualizado, mas só ontem fiquei sabendo da existência de um sindicato de pastores. Deus me levou a uma reunião onde eu pude conhecer alguns homens e mulheres de Deus que compartilharam sobre isso comigo.
Sindicato é uma agremiação fundada para defender os interesses comuns dos seus membros. Entre os interesses do sindicato dos pastores estão:
1.    Carteira assinada.
2.    13 salário.
3.    Férias.
4.    Piso salarial.
Não sou contra a valorização do pastor, mas creio que o ministério é um chamado e não uma profissão, meu receio é que o ministério acabe sendo profissionalizado.
Mas o que mais me preocupou não foi isso, foi saber do interesse do sindicato em aumentar cada vez mais o número de membros ao mesmo tempo em que tenta acabar com a informalidade, ou seja, eles não aceitam pastores de novos ministérios, só aqueles que são vinculados a igrejas históricas, na verdade, desencorajam o pastoreio desse tipo de comunidade.
A igreja está paulatinamente se aproximando do estado, acabando com essa separação na qual tantos, por tantos anos, lutaram para conseguir. O estado quer acabar com os empregos informais e parece que o sindicato de pastores também, quer acabar com os pastores e as igrejas informais.
Mas o que é ser informal? Etimologicamente significa "sem forma". E por que tanta briga por causa de forma? Sinceramente eu não sei, mas sei que muitas brigas e muitas divisões ocorrem por causa da forma.
O problema da forma é que ela também é uma forma (de gelo por exemplo), ou seja, ela sempre limita o que está dentro dela. O que faremos então, não teremos forma? Claro que teremos, até porque é impossível não ter uma forma. Mas não vamos colocar o valor na forma e sim no conteúdo.
O conteúdo é o evangelho e ele não tem como ser enclausurado em uma forma, as formas são meios, ferramentas pelas quais o evangelho é transmitido e vivido. Creio que muitos dos que se intitulam informais são os mais apegados à forma. O objetivo é ter uma forma que representa os princípios bíblicos, mas não se limitar a essa forma e estar sempre pronto a reavaliar se a forma usada está comunicando no tempo em que vivemos.
Infelizmente muita briga é travada por forma, um ou dois cultos no domingo, horário de EBD, se pode bater palmas ou não no louvor, se levanta a mão ou não, enquanto isso o evangelho vai ficando em segundo plano.
Fui muito impactado pela letra dessa música do João Alexandre:
Enquanto o domingo ainda for nosso dia sagrado,
E em nome de Deus se deixar os feridos de lado.
Enquanto o pecado ainda for tão somente um pecado.
Vivido, sentido, embutido, espremido e pensado.
Enquanto se canta e se dança de olhos fechados
Tem gente morrendo de fome por todos os lados.
O Deus que se canta nem sempre é o Deus que se vive, não
Pois Deus se revela, se envolve, resolve e revive
Não tem jeito não, não tem jeito não."

            A mensagem que levamos é muito maior do que qualquer forma ou instituição.

Por seu Reino de unidade!

Rodrigo Rezende

O chamado



            Estamos vivendo tempos onde está cada vez mais difícil reconhecer se um líder é realmente chamado pelo Senhor ou um profissional eclesiástico. Eu mesmo conheço alguns que se converteram depois que já estavam exercendo o ministério. Isso é mais normal do que imaginamos.
            Não acredito que tais líderes façam isso de maldade, sei que existem aqueles que o fazem, mas são a minoria. Mas muitos entram no ministério por pressão de outras pessoas, porque são eloquentes, porque se destacam nas atividades da igreja, porque têm bons relacionamentos e etc. Essas são boas características, mas elas em si não qualificam para o ministério.
           O que qualifica o líder para o ministério é o “chamado” de Deus. É engraçado perceber que quando uma igreja está procurando um pastor essa não é uma das primeiras preocupações, se é que se preocupam com isso.
            O chamado é aquilo que vai fazer com que o ministro persista mesmo quando tudo parece estar dando errado, é o que vai dar a ele a garantia de que Deus está com ele mesmo quando o ministério não parece estar dando frutos.
           Isso é nítido no chamado de Jeremias: “Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta às nações.” (Jr 1.5). Quanto mais ele seguia o chamado de Deus, mas ele era ridicularizado, excluído e perseguido por aqueles que deveriam ser os ouvintes do seu ministério.
           Quando se fala em profeta logo se pensa em um adivinho, mas o profeta na Bíblia é aquele que examina o passado e o presente para repreender os pecados do povo de Deus e mostrar como será o futuro se continuarem no mesmo caminho.
Jeremias foi chamado para denunciar o pecado do povo de Deus que naquela época estava vivendo em orgias, ricos oprimindo pobres, idolatria total, e por isso ele padeceu nas mãos daqueles para os quais ele foi chamado a ministrar “Sempre que falo é para gritar que há violência e destruição. Por isso a palavra do Senhor trouxe-me insulto e censura o tempo todo” (Jr 20.8)
Mas Deus ardeu dentro de Jeremias o fogo do seu chamado e na continuação do texto anterior ele se derrama: “Mas se eu digo: Não o mencionarei nem mais falarei em seu nome, é como se um fogo ardesse em meu coração, um fogo dentro de mim. Estou exausto tentando contê-lo; já não posso mais!” (Jr 20.9)
“Jeremias é a figura de como é ser chamado para o ministério pastoral. Ministério é mais que difícil. É impossível. E a menos que tenhamos um fogo dentro dos nossos ossos nos compelindo, nós simplesmente não sobreviveremos. Ministério pastoral é um chamado e não uma carreira.” Darrin Patrick (Church Planter)
Se esse fogo não queima dentro de você, desista do ministério e vá fazer outra coisa, é melhor para você mesmo. Somente aquele como Jeremias que tem um forte chamado de fogo de Deus podem se envolver no ministério pastoral.
Senhor não deixe essa chama se apague dentro de mim. Que eu nunca busque o ministério por causa de atenção, ou por parecer uma boa carreira, ou porque não envolve pegar no pesado. Mas acenda cada vez mais essa chama dentro de mim. Em nome de Jesus, amém!

Por seu Reino de fogo!

Rodrigo Rezende

Força na peruca



"FORÇA NA PERUCA" A primeira vez que ouvi essa expressão eu me acabei de rir. Mas o que significa essa expressão? É quando alguém que você conhece se encontra cansada, esgotada e vê que ainda há muito para ser feito... E você diz: "Vamos lá. FORÇA NA PERUCA! Não desanime."
Mas porque cargas d'água eu estaria escrevendo sobre isso aqui? Bom, deixa eu tentar explicar. Eu estava lendo a história de Sansão (Jz 13-16) e não pude deixar de imaginar alguém gritando essa frase: "vai Sansão, força na peruca!", no momento em que ele se agarra às pilastras e destrói aquele templo cheio de filisteus.
 Por incrível que pareça, até pouco tempo atrás, eu acreditava que o poder de Sansão estava no cabelo, e talvez você também ache isso. Como é fácil acreditarmos mais em votos, e sacrifícios - já que ele era nazireu e por isso não podia beber nada fermentado, nem tocar em nada morto e nem cortar o cabelo - do que no poder invisível de Deus, no seu Espirito.
Existem três tipos de tentação que os homens costumam cair, são elas: sexo, dinheiro e poder. Sanção caiu no sexo, caiu no laço de uma mulher sedutora e interesseira.
Mas como é maravilhoso perceber a graça de Deus na vida de Sansão. Mesmo ele sendo pecador, mesmo se deixando levar por uma mulher enganadora, o Espirito do Senhor se apossou dele e deu força para que ele pudesse derrubar ás pilastras do templo matando milhares de filisteus.
O poder do Senhor não está nos votos, na abstinência de alguns produtos, mas sim no soberana vontade de Deus que usa aquele que quer e da maneira que quer.
Que possamos viver nessa graça confiando que o Senhor usa pecadores para o seu propósito, quando quer e da forma que quer.

Por seu Reino de graça e poder!

Rodrigo Rezende

Moda Evangelica



No ano de 2004, eu ainda fazia seminário, e estagiava na Primeira Igreja Batista em Mogi Guaçu, uma cidade do interior de São Paulo. E me espantei quando um dia, andando pela rua, encontrei uma loja de roupas evangélicas. Algumas perguntas me surgiram quando vi tal loja: como deve ser uma roupa evangélica? Temos que nos vestir com essa roupa? O que ela tem de diferente? Será que ela é ungida?

De lá para cá as coisas só pioraram. E semana passada eu vi uma reportagem que um amigo compartilhou no Facebook, falando sobre como tinha crescido e quanto estava se tornando lucrativa a moda evangélica, veja (aqui). E as mesmas perguntas voltaram a me incomodar.

O povo vive uma carência muito grande símbolos, de coisas que dêem a impressão de santidade e de dever cumprido. Por isso, esse tipo de coisa cresce no nosso país, moda evangélica, toalhinha ungida do apóstolo, o copo d'água e etc.

Vamos dar uma olhada nessas perguntas e, biblicamente, tentar respondê-las:

1. Como deve ser a roupa evangélica?

Muitos dirão que para o homem, terno e gravata e para mulheres, saião, coque no cabelo e uma blusa cobrindo praticamente tudo. Mas a verdade é que não existe roupa evangélica, roupa é roupa, evangélico ou não, santo ou não, é a pessoa que está vestindo a roupa.

2. Temos que nos vestir com essa roupa?

Não com esse tipo de roupa que as pessoas pensam, precisamos estar vestidos com decência como a Palavra nos ensina "Da mesma forma, quero que as mulheres se vistam modestamente, com decência e discrição, não se adornando com tranças e com ouro, nem com pérolas ou com roupas caras, mas com boas obras, como convém a mulheres que declaram adorar a Deus" (2Tm 2.9)

3. O que ela tem de diferente?

Na sua essência nada, porque o que o Senhor está preocupado não é com a roupa mas com o seu coração "não considere sua aparência nem sua altura, pois eu o rejeitei. O Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração" (1Sm 16.7)

4. Será que ela é ungida?

Não, o único realmente ungido é o nosso Senhor Jesus Cristo. A própria palavra "Cristo" significa "ungido", Ele, Jesus, é o único verdadeiramente ungido "Levantaram-se os reis da terra, e as autoridade ajuntaram-se à uma contra o Senhor e contra o seu Ungido" (At 4.26)

Portanto meus irmãos, não se enganem, não existe roupa evangélica, existe sim um coração quebrantado que se veste decentemente para agradar o nosso Senhor e mestre Jesus Cristo.

Que, na nova coleção, a moda evangélica traga de volta o verdadeiro evangelho e seus desdobramentos, que a tanto, para esses, saiu de moda.

Por seu Reino de amor.

Rodrigo Rezende

NÃO MEXAM NO MEU QUARTERÃO!


Essa semana eu assisti a uma nova propagando do McDonalds onde era apresentado um de seus sanduiches mais antigos, o quarterão. A propaganda é bem interessante, se você ainda não viu veja (aqui). Mas o que mais me chamou atenção é como essa propaganda se parece com a visão de muitos na igreja hoje em dia.

A ideia da propaganda é que tudo mudou, música mudou, palavra mudou, pai mudou, mas NÃO MEXAM NO MEU QUARTERÃO. Fazendo um paralelo com a visão de muitos hoje, a propaganda seria assim: “Cabelo mudou, óculos mudou, palavra mudou, pai mudou, mas NÃO MEXAM NA MINHA IGREJA”.

Muitos vivem entendendo que o seu chamado é a manutenção da estrutura da igreja do jeito que eles conheceram. E se, durante toda a vida deles, a igreja não mudar em nada eles se sentam rejubilosos com um sorriso no rosto e o sentimento de dever cumprido.

Eu não estou falando só das igrejas históricas, existem muitas igrejas novas que já assumiram os seus tradicionalismos, mesmo sem cara de tradicionalismos, e lutam com unhas e dentes pela manutenção de suas estruturas, por mais descoladas que pareçam.

Certa vez escutei uma definição de tradicionalismo e tradição muito interessante: “Tradição é a fé viva dos que morreram, e o tradicionalismo é a fé morta dos que vivem” (Jaroslav Pelikan). Ou seja, devemos sim manter a tradição bíblica, dos apóstolos, não podemos nem devemos mudar nada daquilo que nos foi revelado na Palavra. Mas aquelas coisas que fazemos e que não foram claramente descritas na Palavra podemos sim mudar, afinal o mundo está em constante mudança.

“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.1-2)

Devemos estar preparados para não nos amoldarmos pelo padrão do mundo, porque o nosso padrão é o Senhor e a sua Palavra, mas precisamos renovar a nossa mente para que, conhecendo o nosso tempo, possamos comunicar as verdades eternas de maneira relevante.

Não é interessante perceber que não existe meio versículo na Palavra que mostra como era a liturgia da igreja primitiva, acredito que foi de propósito que o Senhor omitiu isso, se não estaríamos fazendo igual eles fizeram até hoje. Essa omissão é porque o Senhor sabia das mudanças que aconteceriam no mundo e não queria que uma liturgia engessada fosse empecilho para o crescimento do evangelho.

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão. Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos e ambos se conservam. E ninguém, tendo bebido o vinho velho, prefere o novo; porque diz: o velho é excelente.” (Lc 5.37-39)

O vinho novo ainda está em fermentação, continua em expansão, o odre velho já dilatou tudo o que tinha para dilatar, então, quando se coloca vinho novo em odre velho ele expande e se rompe. O Senhor Jesus estava ilustrando a mentalidade dos fariseus e escribas, que já tinham desenvolvido um sistema em suas cabeças e nada poderia fugir a esse sistema pré-definido porque não tinha mais para onde expandir.

O evangelho do Senhor é o vinho novo, em constante expansão, mas que nunca perde sua essência, e só pode ser compreendido por odres novos, o que não está ligado à idade cronológica, mas sim a uma mente renovada no Senhor.

Se a igreja são aqueles que creram no evangelho do Senhor Jesus, e essas pessoas estão mudando, a igreja também muda, a forma muda, não o conteúdo.

Que possamos renovar a nossa mente dia após dia no Senhor e desfrutar do vinho novo em nossas vidas.

Por seu Reino de mudanças!

Rodrigo Rezende

Deus nos prova?


Se fizermos essa pergunta hoje, encontraremos respostas diferentes. Mas se fizéssemos essa pergunta no tempo em que a Bíblia foi escrita, só existiria uma única e unanime resposta: SIM.

Mas fazer tal afirmação hoje é quase um pecado. Como um Deus bom, pode colocar alguém em prova. Na verdade, vivemos em um país onde cada vez menos valor é dado aos estudos, então só em falar a palavra “prova” as pessoas já tremem, mesmo sem perceber que aqui nos referimos a outra aplicação da palavra “prova”, que também não deixa de ser uma prova.

Porque, acreditar que Deus nos prova se tornou tão apavorante para as pessoas? Acredito que é por causa do evangelho triunfalista que permeia o evangelicalismo brasileiro. Nesse tipo de evangelho quem prova e satanás e não o Senhor.

Mas deixa eu te dizer algumas coisas: Deus prova sim, não porque é um Deus masoquista, mas porque ele usa a prova para trabalhar nas nossas vidas.

Vou listar alguns motivos pelos quais passamos pela prova:

1. Para saber se ele é o primeiro lugar nas nossas vidas – Esse motivo é claro quando vemos a história de Abraão e o pedido de Deus para sacrificar seu único filho Isaque (Gn 22.1).

2. Para saber se estamos caminhando em suas leis – É esse o motivo da prova do Senhor com o povo de Israel no deserto quando mandou o maná (Ex 16.4).

3. Para saber se o amamos de todo o coração“Se aparecer entre vocês um profeta ou alguém que faz predições por meio de sonhos e lhes anunciar um sinal miraculoso ou um prodígio, e se o sinal ou prodígio de que ele falou acontecer, e ele disser: Vamos seguir outros deuses que vocês não conhecem e vamos adorá-los, não dêem ouvidos às palavras daquele profeta ou sonhador. O Senhor, o seu Deus, está pondo vocês à prova para ver se o amam de todo o coração e de toda a alma.” (Dt 13.1-3)

4. Para a instrução – O Senhor deixou algumas nações para, por elas, provar Israel, isto é, para lhes ensinar a guerra (Jz 3.1-2).

5. Para saber quem realmente quer segui-lo – O Senhor Jesus provou alguns que diziam querer segui-lo e disse: “ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc 9.62)

Mas será que Deus precisa da prova para saber algo? Será que na sua onisciência ele já não sabe aqueles que o amam, se ele é ou não o primeiro lugar, aqueles que guardam a sua lei? É claro que sabe. Então, a prova não é para Deus, mas para nos mostrar quem Deus é e o seu amor por nós.

Não acredite que toda prova vem de satanás, e passe pela prova dando glória a Deus, como a música diz.

A prova (provação) é uma prova (exame) para que através dela Deus nos prove (demonstrar) que é Deus, para que possamos provar (experimentar) que Ele é bom.


Por seu Reino, que também é um reino de prova.


Rodrigo Rezende

O verdadeiro Jejum


Ontem eu estava assistindo a minissérie, numa emissora de TV, que conta a história do rei Davi. Tirando os acréscimos, coisas que a Bíblia não relata, é até interessante. Ontem foi o episódio do nascimento e morte do filho de Davi com Bateseba. E quando Davi soube da doença do filho “implorou a Deus em favor da criança. Ele JEJUOU e, entrando em casa, passou a noite deitado no chão.” (2Sm 12.16)

Existem coisas deturpadas em nossos dias, mas acredito que existam poucas tão deturpadas como o jejum. Então, para começo de conversa vamos ver o que o jejum não é:

1. O jejum não é garantia de que Deus vai me dar o que eu quero.

Davi jejuou, clamou, mas sete dias depois seu filho morreu (2Sm 12.18).

2. O jejum não é uma greve de fome.

Eu não mudo Deus, ele é imutável. Eu não posso constranger Deus com uma greve de fome para levá-lo a fazer aquilo que Ele não quer fazer (Nm 23.19).

3. O jejum não é sinal de vida de relacionamento com Deus.

A palavra de Deus deixa isso bem claro quando mostra que os fariseus jejuavam (Mt 9.14) e esses mesmos fariseus mandaram matar Jesus (Mt 12.14).

Então o que é o jejum? Acredito que a história da morte do filho de Davi nos mostra realmente o que é o jejum.

A palavra de Deus mostra que Davi clamou e jejuou por sete dias em favor da criança, o desejo de Davi era que o filho não morresse. Nesses dias ele não ouviu ninguém, só clamava a Deus. Mas, depois desses sete dias a criança morreu.

Depois de ouvir isso, Davi se levantou, se lavou, se perfumou, trocou de roupa e entrou no santuário do Senhor e o adorou. O verdadeiro jejum nos aproxima de Deus para que possamos nos conformar com a sua vontade, sabendo que Ele sempre tem o melhor, mesmo que não seja aquilo que queremos.

Davi sabia quem Deus era e quem ele era, e quando perguntaram para ele o porquê dessa atitude, já que o normal seria o lamento depois da morte e não o se conformar, ele respondeu: “enquanto a criança ainda estava viva, jejuei e chorei. Eu pensava: quem sabe? Talvez o Senhor tenha misericórdia de mim e deixe a criança viver.” (2Sm 12.22)

Ele sabia que Deus tinha o melhor e que Ele tem misericórdia de quem Ele quer ter misericórdia (Rm 9.15). O jejum conformou Davi à vontade de Deus. “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (Rm 8.28)

Que relembremos essa prática que está um pouco esquecida, mas da maneira correta, não para conseguir o que quero, mas para mortificar a minha carne, e assim, conseguir me conformar à vontade de Deus.


Por seu Reino de misericórdia!

Rodrigo Rezende